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Economia

Minas e Energia retoma proposta de Dilma de 'estocar vento'

Ministro Alexandre Silveira quer armazenar em baterias o produto gerado por fontes intermitentes, como eólica e solar, para uso posterior

Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira
Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira | Foto: Divulgação/MME

Ministro de Minas e Energia do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, Alexandre Silveira afirmou que pretende retomar uma promessa da ex-presidente Dilma Rousseff de “armazenar vento”.

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O anúncio da proposta da petista ocorreu em setembro de 2015, durante um evento da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Na ocasião, Dilma discutiu a intermitência das fontes renováveis, como a energia eólica e solar, e a necessidade de tecnologias de armazenamento.

“Até agora [2015], a energia hidrelétrica é a mais barata, em termos do que ela dura, da sua manutenção e também pelo fato de a água ser gratuita, e de a gente poder estocar”, disse Dilma, à época. “O vento podia ser isso também, mas a gente não conseguiu ainda tecnologia para estocar vento.”

Assim como diversas outras falas de Dilma, a expressão “estocar vento” virou meme nas redes sociais e no noticiário. O conceito por trás da fala seria a viabilidade e o avanço de baterias.

O plano de Minas e Energia para armazenamento

energia limpa
Turbinas eólicas | Foto: Reprodução/Flickr

A proposta da vez, do ministro Silveira, é um planejamento do governo para haver um leilão até o meio do ano, a fim de contratar sistemas de baterias que permitirão o armazenamento da energia gerada quando o consumo for baixo.

“Eu quero armazenar o vento”, disse o chefe de Minas e Energia. “Eu vou armazenar o vento. A eólica, o que ela produz durante o dia, eu vou poder, com as baterias, quando elas tiverem custo e benefício para a sociedade, eu vou poder fazer com que, na hora que o vento para, as baterias garantam o sistema.”

A estratégia também se aplica à energia solar. Silveira mencionou que esse leilão permitirá que o Brasil seja um dos primeiros a adotar essa tecnologia em larga escala, de forma a aumentar a segurança das energias renováveis.

Atualmente, as usinas eólicas representam 16% da capacidade instalada do país, enquanto as solares, 8,4%. De cada cem lâmpadas no Brasil, 25 têm alimentação desses dois tipos de energização.

Leia também: “O apagão de Lula 3”, artigo de Adalberto Piotto publicado na Edição 256 da Revista Oeste

Em setembro, o Ministério de Minas e Energia abriu uma consulta pública para sugestões sobre o edital do leilão de reserva de capacidade com sistemas de armazenamento. A consulta terminou em outubro. O edital deve ser publicado em breve, com o leilão previsto para ocorrer até junho.

4 comentários
  1. julio bento da silva bento
    julio bento da silva bento

    Será que a mãe dele o estocaria de novo no ventre, esta aberração?

  2. Felipe Polido Fernandes
    Felipe Polido Fernandes

    Mágica não existe. Este é o mundo real, e nós continuamos a usar carvão, petróleo e gás por um motivo: são fontes baratas e eficientes de energia. Isso só vai mudar quando nossa tecnologia evoluir o suficiente para essas fontes de energia se tornarem economicamente inviáveis

  3. Mario Hugo Ladeira Filho
    Mario Hugo Ladeira Filho

    Fica caro.
    É usar logo sem estocar!
    As outras fontes seriam desviadas pra outros locais.
    Teria que ter uma central administrando o fluxo.

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