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Economia

Mercado projeta Selic a 14,75% em 2025

Pesquisa Focus, do Banco Central, capta pessimismo entre os analistas

Banco Central divulgou decisão sobre juros e inflação | Foto: Raphael Ribeiro/BCB
A BMP informou que o ataque comprometeu exclusivamente as chamadas ‘contas reserva’ | Foto: Raphael Ribeiro/BCB

O Banco Central (BC) divulgou nesta segunda-feira, 23, mais uma rodada da pesquisa Focus. De acordo com o relatório que se apoia em consulta a analistas de mercado, a Selic, taxa básica de juros, deve alcançar o patamar de 14,75% no final de 2025. Desse modo, o BC registra a sexta semana seguida de projeção crescente.

Na semana anterior, o levantamento com uma centena de economistas sugeria a Selic em 14% no final do próximo ano. A mudança de perspectiva reflete, de certo modo, a elevação efetiva do indicador neste mês em 1 ponto porcentual. Com isso, 2024 termina com uma taxa anual de 12,25% ao ano.

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Selic deve ter mais duas altas 

Causou apreensão também o fato de o BC prever mais duas altas da mesma magnitude. A expectativa vem, sobretudo, depois da autoridade monetária citar risco de piora da dinâmica inflacionária a partir do anúncio de medidas fiscais do governo.

Na ata desse encontro, divulgada na semana passada, órgão observou uma deterioração adicional em componentes que afetam principalmente a política de juros, como câmbio, inflação corrente e expectativas de mercado.

Nesse contexto, o que se vê são os impulsos fiscal e de crédito como elementos que contribuem, sobretudo, para uma redução do efeito do aperto monetário colocado em curso para controlar a inflação.

A pesquisa, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, mostrou nova deterioração nas expectativas para a inflação. A alta do IPCA passou a ser calculada em 4,91% em 2024 e 4,84% em 2025. Na semana anterior os números eram 4,89% e 4,60%.

Inflação de 4% em 2026

Para 2026 a perspectiva continua sendo de uma inflação de 4%. Em 2027 o cenário é de piora, subindo de 3,66% para 3,80%. O centro da meta oficial para a inflação é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou menos. O levantamento acrescenta que o dólar deve fechar este ano em R$ 6. 

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