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Economia

Marisa: com dívida de R$ 600 milhões, presidente renuncia

A companhia vai dar início a uma renegociação com os credores

Lojas Marisa
Lojas Marisa reforça segurança dos seus sistemas | Foto: Divulgação/Flickr

A rede varejista de lojas Marisa anunciou que vai renegociar suas dívidas, envolvendo um montante de cerca de R$ 600 milhões. A ideia da companhia é alongar o prazo junto aos bancos.

Em fato relevante divulgado ao mercado na noite de terça-feira 9, a rede informou que o presidente-executivo Adalberto Pereira Santos e o membro do conselho de administração Marcelo Adriano Casarin renunciaram ao cargo. A rede já iniciou o processo de seleção do novo presidente e que, interinamente, o cargo será ocupado pelo atual vice-presidente comercial, Alberto Kohn de Penhas.

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A empresa informou ainda que contratou a BR Partners para assessorá-la no processo de renegociação de seu endividamento financeiro e a Galeazzi Associados para apoiá-la no aperfeiçoamento da estrutura de custos da companhia e reestruturar seu negócio.

Crise da Americanas acelerou renegociação

Uma das mais tradicionais varejistas de moda feminina do país, voltada para a classe C, a Marisa já vinha sendo impactada pelos efeitos da pandemia no comércio e, mais recentemente, pelo ambiente de consumo fraco.

O alongamento da dívida foi acelerado pela crise de crédito junto aos bancos criada pelo escândalo das lojas Americanas, que veio à tona em 11 de janeiro, o que prejudicou as condições de crédito no mercado para o varejo. O setor é dependente do crédito bancário para vender parcelado e para capital de giro.

Mercado financeiro

As ações ordinárias das lojas Marisa na Bolsa de Valores de São Paulo fecharam o pregão de quarta-feira 8 a R$ 1,06, com queda de 6,2%. Em 12 meses, os papéis acumulam desvalorização de 67%.

Com uma receita mensal em torno de R$ 250 milhões, a companhia encerrou o terceiro trimestre de 2022 com prejuízo de R$ 97,5 milhões, revertendo o lucro líquido de R$ 44,4 milhões obtido no mesmo período do ano anterior. Os resultados da companhia foram impactados pelo aumento de despesas financeiras, impulsionadas pela elevação da taxa de juros.

Atualmente, a companhia está presente em todas as regiões do Brasil e conta com aproximadamente 400 lojas.

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6 comentários
  1. Christian
    Christian

    Sim, outra. Não restam dúvidas:
    Fez o “L” e lacrou, quebrou.
    Será que estes empresários estão dom falha nos miolos ? Perderam massa cinzenta ?
    Divagaram na maionese ou sentaram num pudim.
    Será que não dava para prever o que iria acontecer ??????

  2. Marcelo De P. Santos
    Marcelo De P. Santos

    É a história mais velha do mundo! CEO, Presidente, mesa diretora, acionista máster, etc…fraudam a empresa, enfiam a grana no rabo, renunciam e vão pra um país sem acordo de extradição, para no futuro fazer tudo de novo! Sádicos!

  3. Eduardo
    Eduardo

    Como disse o Luiz Barsi Filho ( o mega investidor na Bolsa ), a tendência de todas essas varejistas é quebrar.
    Temos como exemplo o Mapping, Mesbla, Buri, Jumbo Eletro, Americanas e outras mais.

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