O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) autorizou a recuperação extrajudicial da produtora e distribuidora de combustíveis Raízen, que busca reorganizar um montante superior a R$ 65,1 bilhões em dívidas financeiras.
A solicitação, feita pela empresa controlada por Cosan e Shell, contou com o apoio inicial de credores que representam mais de 40% do total devido.
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Segundo comunicado divulgado na quinta-feira 12, a Justiça paulista determinou a suspensão de todas as ações e execuções relacionadas aos créditos incluídos no pedido, com validade de 180 dias.
A Raízen tem o prazo de 90 dias para comprovar que atingiu o quórum necessário para homologar o plano de recuperação extrajudicial, conforme informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O maior processo de recuperação extrajudicial do país
Esse é o maior processo de recuperação extrajudicial registrado até agora no Brasil.
O procedimento permite que a empresa negocie diretamente com determinados credores e, depois, solicite a homologação do acordo pelo Judiciário.
Ao contrário da recuperação judicial, nem todos os débitos da companhia entram nesse processo.
Nos últimos meses, a Raízen enfrentou agravamento em sua situação financeira, pressionando sua estrutura de capital.
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O cenário foi agravado por prejuízos bilionários, aumento do passivo e anos de investimentos elevados, além de fatores climáticos negativos e incêndios em plantações de cana, que afetaram a produção agrícola e impactaram o caixa.
Além disso, a companhia foi alvo de rebaixamentos em sua classificação de crédito por agências de rating, reflexo do crescimento da dívida e das expectativas de reestruturação financeira.
Estratégia da Raízen
No fim de dezembro de 2025, a Raízen tinha R$ 17,3 bilhões em caixa. O pedido de recuperação ocorre em um momento estratégico, diante da proximidade do início da safra de cana-de-açúcar e da crescente necessidade de capital de giro.
O CEO Nelson Gomes conduz um processo de recuperação operacional que já começa a apresentar resultados. O plano busca preservar recursos e dar suporte a essa etapa considerada crucial.
Leia também: “A crise do diesel no Rio Grande do Sul”, coluna de Carlo Cauti, publicada na Edição 313 da Revista Oeste








































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