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Economia

Justiça autoriza recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar

O plano inclui dívidas sem garantia que totalizam cerca de R$ 4,5 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhão previstos para quitação em 2026

Supermercado do Pão de Açúcar | Foto: GPA/Divulgação
Além do passivo financeiro recém-renegociado, a companhia acumula uma dívida tributária de aproximadamente R$ 16 bilhões | Foto: GPA/Divulgação

Depois de enfrentar uma crise marcada por dívidas que somam R$ 4,5 bilhões, o Grupo Pão de Açúcar (GPA), controlador das redes de hipermercados Pão de Açúcar e Extra, obteve, nesta quarta-feira, 11, autorização da Justiça de São Paulo para dar início ao processo de recuperação extrajudicial.

O juiz Guilherme Cavalcanti Lamêgo, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), confirmou que o GPA já conquistou a aprovação de 46,26% dos credores envolvidos no plano.

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Pelo prazo de 180 dias, todas as cobranças relacionadas aos créditos incluídos no plano devem ser suspensas, abrangendo execuções, retenções, penhoras, arrestos, buscas e apreensões, além de outras formas de constrição judicial ou extrajudicial sobre os bens do grupo.

O magistrado determinou ainda que Fazenda Nacional e os órgãos estaduais e municipais sejam informados da decisão para que, caso desejem, possam contestar o pedido em até 30 dias.

Plano de recuperação

Segundo comunicado divulgado nesta terça-feira 10, o GPA atribui o pedido a fatores como crescimento acelerado, escolhas administrativas inadequadas, disputas societárias, juros altos e alterações no perfil de consumo dos clientes.

O plano de recuperação inclui dívidas sem garantia que totalizam cerca de R$ 4,5 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhão previstos para quitação em 2026, além de um capital de giro negativo de R$ 1,2 bilhão.

Desde o início de 2026, as ações do GPA já perderam quase 20% do valor de mercado, sinalizando o ceticismo dos investidores diante da baixa geração de caixa e do ambiente de juros elevados.

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Além do passivo financeiro recém-renegociado, a companhia acumula uma dívida tributária de aproximadamente R$ 16 bilhões, um entrave que reduz a rentabilidade das operações no Brasil.

Diante da crise, a empresa contratou a consultoria Alvarez & Marsal, especializada em reestruturações complexas, para conduzir as negociações.

Leia também: “Pão de Açúcar, um ícone em crise”, artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 310 da Revista Oeste

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