O Grupo Pão de Açúcar (GPA) está enfrentando uma das piores crises de sua história e não descarta o fim das operações.

A rede de supermercados, uma das mais tradicionais do Brasil, divulgou na última terça-feira, 24, o balanço do quarto trimestre de 2025 e do inteiro ano passado, com registro de um prejuízo de R$ 572 milhões entre outubro e dezembro.
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Mesmo negativo, o resultado foi uma melhora significativa ante o R$ 1,1 bilhão de vermelho do mesmo período de 2024. No acumulado de 2025, o prejuízo foi reduzido em 65,8%, mas o Pão de Açúcar ainda continua a operar no vermelho.
A situação financeira do grupo acendeu o sinal de alerta no mercado e assustou investidores, acionistas e fornecedores. Especialmente pelo fato de o Pão de Açúcar admitir formalmente a existência de uma “incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia” — expressão técnica usada quando há risco de a empresa não conseguir manter suas operações nos próximos meses.
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A admissão sobre o possível fechamento da empresa foi incluída nas notas explicativas das demonstrações financeiras.
Esse alerta se baseia, sobretudo, no fato de que o GPA encerrou 2025 com um capital circulante líquido negativo de cerca de R$ 1,2 bilhão, o que significa que suas obrigações de curto prazo superam os recursos disponíveis para pagá-las.
Um dos motivos principais é o volume de empréstimos e debêntures que vencem em 2026, que somam R$ 1,7 bilhão, pressão que se soma aos prejuízos acumulados e ao alto custo financeiro da dívida.
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Em comunicado ao mercado, a administração do GPA informou que está trabalhando em várias frentes para tentar mitigar o risco, como:
- Renegociação de dívidas e alongamento de prazos com credores;
- Redução de custos e revisão de contratos;
- Venda de ativos e monetização de créditos tributários;
- Cortes de despesas e reestruturação operacional.
No entanto, a empresa admite que muitas dessas medidas ainda não estão formalizadas em contratos nem garantidas, o que aumenta a incerteza.
Reação do mercado
O efeito imediato no mercado financeiro foi pesado. No pregão de quarta-feira, as ações da GPA deram uma das maiores quedas no principal índice de ações da bolsa brasileira, o Ibovespa, recuando quase 9% no dia após o aviso de risco, em uma reação impulsionada pelo nervosismo com a possibilidade de fechamento das operações ou a necessidade de reestruturações profundas.
Uma companhia do porte do Pão de Açúcar — quinto maior grupo varejista alimentar do país — pode enfrentar um cenário de risco real se não conseguir honrar seus compromissos de curto prazo ou renegociar sua estrutura de capital com credores.
Ainda que as vendas continuem gerando caixa operacional, o desequilíbrio entre recursos líquidos e obrigações — associado a prejuízo persistente — abre dúvidas sobre a capacidade da empresa de seguir operando sem mudanças estruturais profundas.
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Durante um videoconferência realizada na manhã desta quarta-feira, 25, o CEO do grupo Pão de Açúcar, Alexandre de Jesus Santoro, explicou que o foco da empresa é reduzir os gastos, mas enfatizou que o fechamento de lojas é considerado “última opção”.





































FAZ o éLê!
Extremamente prazeroso ver essas empresas que direta ou indiretamente apoiaram esse golpe eleitoral, o fascistas do stf corruptível e o Luladrão.
Na Serra do Rio, o Pão de Acúcar tem uma loja limda em Itaipava. Mas os preços são tão maiores do que os concorrentes que não dá para comprar. Está sempre vazia…
Além disso, os concorrentes parcelam no cartão em 2 ou 3x e o Pão de Açucar , só cash
No meu bairro o Pão de Açúcar é dentro de um shopping,só que os preços praticados sao inversamente proporcionais ao empobrecimento dos povo.
Tenho um loja do pao de açúcar próximo a minha casa, asa sul brasilia. Uso so pra emergências
Os preços praticados são inconfessáveis.
Se rede de supermercado está quebrando, imaginem outras atividades de menor volume do varejo.