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Economia

Inflação acumulada atinge maior patamar dos últimos 2 anos

Índice chegou a 5,48% e superou a meta do governo Lula, fixada em 4,5%

Inflação Banco Central
Com a alta, Banco Central pode considerar aumento da Selic | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Em março de 2025, a inflação acumulada no Brasil em 12 meses chegou a 5,48%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Esse índice ultrapassa a meta de inflação do governo, fixada em 4,5%, sendo o mais alto desde fevereiro de 2023. O resultado está alinhado com as expectativas dos agentes financeiros consultados, que previam uma taxa de 5,45%.

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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) desacelerou em março, marcando 0,56%, depois de um aumento de 1,31% em fevereiro.

Os índices de inflação são fundamentais para mensurar a variação dos preços e avaliar o poder de compra dos consumidores. Eles também influenciam as decisões de política econômica, especialmente no que se refere à taxa de juros.

Banco Central pode considerar novos ajustes na Selic

dívida pública; superávit; selic
Prédio do Banco Central do Brasil | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Banco Central pode considerar ajustes na Selic, atualmente em 14,25% ao ano, com o objetivo de conter a alta dos preços. Desde meados de 2024, a taxa básica de juros tem sido elevada.

A inflação acima da meta em 2024, quando atingiu 4,83%, reforça a necessidade de monitoramento constante. A meta central é de 3%, com um intervalo de tolerância que permite um máximo de 4,5%.

Desde 2025, a meta é aferida a cada seis meses e, pela terceira vez consecutiva no ano, a inflação ultrapassa o patamar estabelecido. O Boletim Focus, publicado em 7 de abril, projeta que o IPCA encerre 2025 novamente acima do objetivo, em 5,65%.

Ex-presidente do BC responsabiliza governo Lula por alta da inflação

Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central do Brasil (BC), afirmou, na terça-feira 8, que o principal fator da inflação no país é o descontrole das contas públicas.

Segundo o economista, não se trata de uma ação deliberada de empresários, mas de um reflexo direto do gasto excessivo do governo Lula. Ele argumenta que o consumidor paga o preço da má gestão fiscal. Nesse sentido, culpar comerciantes por preços elevados é distorcer a realidade.

“A inflação não é culpa do malvado do empresário que subiu o preço ou do dono do supermercado, a inflação, no fim das contas, é culpa do governo”, disse o economista em entrevista à rádio Jovem Pan. “É um processo em que você gasta mais do que arrecada. Isso está mais transparente.”

Campos Neto ressalta que a elevação da taxa de juros é uma resposta necessária. Ele explica que o BC reage à inflação com medidas técnicas, e não por vontade própria. Quando há risco fiscal e a taxa de juros sobe, o setor produtivo sente esse impacto diretamente.

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3 comentários
  1. Christian
    Christian

    É imposto aquyi, imposto lá.
    Taxas aqui, taxas acolá.
    Não adianta : Se não apertar o cinto, não adianta.

  2. Celso Ricardo Kfouri Caetano
    Celso Ricardo Kfouri Caetano

    Esses números são irreais, qualquer cidadão pagador de impostos neste país sabe que o Real não vale mais nada. Uma nota de R$100 você consome no mercado em segundos e nem acredita no que conseguiu comprar. Esse índice inflacionário medido pelo IBGE da atualidade só é apreciado e ratificado pelos banqueiros, analistas financeiros, políticos e outras castas aliás essas últimas nem sabem o que é inflação pois seu provento é mantido pelo povão. Acorda Brasil, estamos ilhados de mentiras por todos os lados.

  3. Thales Augusto
    Thales Augusto

    Parabéns aos idiotas esfomeados que votaram nesse verme, estão passando fome, perdendo empregos, se endividando, perdendo bolsa família, perdendo vale isso vale aquilo, se ferrando como nunca, enquanto os banqueiros, empreiteiros e especuladores estão enchendo os bolsos de dinheiro, continuem pagando a conta jumentos esquerdistas, a elite agradece.

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