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Economia

Ibovespa é o único a ter desempenho negativo entre as principais bolsas do mundo em 2024

Para especialista, o resultado é reflexo dos juros em patamares ainda muito altos

Ibovespa registrou queda primeiros meses de 2024
O Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3 | Foto: Reprodução/Pixabay

Até o último dia 31 de maio, a bolsa brasileira (B3) foi a única com desempenho negativo entre as bolsas de valores das principais economias mundiais. A avaliação foi realizada pela consultoria Técnica Assessoria de Mercado de Capitais, sediada na cidade de São Paulo.

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De acordo com a empresa, o Ibovespa teve uma oscilação negativa de 9% nos cinco primeiros meses de 2024. O Ibovespa é o principal indicador de desempenho das ações negociadas na B3.

Tal performance resultou na primeira queda em sequência do Ibovespa depois da recuperação pós-pandemia, conforme indica o gráfico abaixo.

Para o economista Harold Thau, um dos sócios da empresa, o resultado é reflexo dos juros em patamares ainda muito altos, mesmo com a tendência a continuar baixando nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC).

Nova PEC para a autonomia completa do BC

Na última reunião do Copom em 8 de maio, a baixa foi de 0,25%, menor do que a expectativa de 0,50%, o que fez a taxa Selic chegar a 10,50%.

"Creio que na verdade faltou coragem ao BC de praticar uma política monetária mais rápida na adequação dos juros", afirma Thau a Oeste.

Na opinião de Thau, é salutar o Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que será votada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado para, se aprovada, ir a plenário. A proposta, entre outros itens, dá ainda mais autonomia ao BC.

Em 2021, a Lei Complementar 179 formalizou a autonomia do BC e fixou os mandatos para a diretoria, a fim de blindar a instituição de interferências políticas. A atual PEC acrescenta autonomia financeira à já garantida autonomia operacional.

"Creio que é positiva a formalização completa da independência do BC", observa o especialista em contabilidade e finanças.

Ele, porém, faz uma ressalva a respeito do risco de as nomeações atenderem a interesses de governantes.

"Todavia, o Congresso Nacional deve redobrar o cuidado na aprovação das indicações, que devem ser de pessoas altamente qualificadas e reconhecidas como tal pelo mercado e pela comunidade acadêmica também e que não tenham viés político."

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