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Economia

Golpe do Pix: Banco Central e Febraban planejam mudanças no sistema de reembolso

A decisão ocorre em virtude das falhas no procedimento de restituição

Dados do Banco Central mostram que, no Brasil, quase cinco golpes do Pix ocorrem a cada minuto
Dados do Banco Central mostram que, no Brasil, quase cinco golpes do Pix ocorrem a cada minuto | Foto: Reprodução/Freepik

O Banco Central e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciaram nesta semana mudanças no mecanismo especial de devolução (MED). O sistema foi instaurado em 2021 para ressarcir as vítimas de fraudes no Pix.

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Em 2023, apenas 9% dos clientes receberam atendimento do MED. Isso significa que apenas 225 mil solicitações foram aceitas. Em quase 90% dos casos, a falta de saldo na conta do criminoso foi o motivo da negativa.

O volume de golpes do Pix

Dados do Banco Central mostram que, no Brasil, quase cinco golpes do Pix ocorrem a cada minuto. Isso totaliza o número de 2,5 milhões de fraudes em um ano. O MED recebeu 1,6 milhão de pedidos de janeiro a maio deste ano.

Os criminosos utilizam várias contas para aplicar fraudes no Pix. Isso os permite transferir rapidamente os valores. Por isso, a Febraban propôs que o MED faça bloqueios em múltiplas camadas de contas. 

“A Febraban propôs ao Banco Central que o MED faça o bloqueio de valores até outras camadas de triangulação do recurso, o que foi aceito pelo regulador”, informou a entidade, em nota.

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Segundo a empresa de tecnologia Silverguard, 90% dos brasileiros desconhecem o funcionamento do MED. Para utilizá-lo, é crucial que a vítima entre em contato rapidamente com seu banco para registrar a fraude pelos canais oficiais.

Vítimas dos golpes

Jussara Martins, moradora do município da Serra, no Espírito Santo, foi vítima de um golpe. “Fui enganada num grupo de Telegram de investimentos em criptomoedas”, contou ao portal UOL. “Eles pediam depósitos e, depois de um certo tempo, devolviam o dinheiro com lucro. Cheguei a ganhar R$ 600. Mas quando pediram investimentos maiores, de R$ 3 mil, fiz o Pix e eles sumiram.”

A advogada Mariana Prado Lisboa sugeriu que os bancos devem ter meior rigor na abertura de contas, de acordo com o UOL. O reconhecimento facial, por exemplo, é fundamental para confirmar a identidade do cliente.

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