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Economia

Gol faz acordo com último credor para concluir recuperação judicial

Companhia aérea espera terminar o processo nos Estados Unidos até junho deste ano

Segundo a Gol, haverá uma redução expressiva do endividamento da empresa, com a conversão em capital ou a eliminação de até US$ 1,7 bilhão (R$ 9,6 bilhões) | Foto: Reprodução/Flickr
Segundo a Gol, haverá uma redução expressiva do endividamento da empresa, com a conversão em capital ou a eliminação de até US$ 1,7 bilhão (R$ 9,6 bilhões) | Foto: Reprodução/Flickr

A Gol Linhas Aéreas anunciou, nesta quinta-feira, 8, que chegou a um acordo com o último credor, a empresa de investimentos Whitebox Advisors LLC. Com isso, espera concluir o processo de recuperação judicial nos Estados Unidos até junho deste ano.

“A companhia está satisfeita por ter alcançado o acordo com a Whitebox, pois proporciona um caminho claro para a audiência de confirmação do plano totalmente consensual”, informou a Gol.

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Segundo o entendimento com a Gol, a Whitebox assinará o Acordo de Apoio ao Plano firmado entre a companhia, a Abra Group Limited e o Comitê Oficial de Credores Não Garantidos.

O plano será modificado para incluir alterações nas distribuições para detentores de reivindicações gerais não garantidas.

Proposta de reestruturação da Gol

Segundo a Gol, haverá uma redução expressiva do endividamento da empresa, com a conversão em capital ou a eliminação de até US$ 1,7 bilhão (R$ 9,6 bilhões) em dívidas financeiras pré-recuperação judicial e até US$ 850 milhões (R$ 4,8 milhões) em outras obrigações.

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Simultaneamente, a Gol negocia uma possível fusão com a Azul Linhas Aéreas. O acordo, que começou em janeiro, precisa da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e da Agência Nacional de Aviação Civil.

Espera-se que a fusão crie uma grande companhia aérea nacional, com cerca de 60% do mercado de aviação comercial do Brasil e quase 100 rotas em todo o país.

Faturamento das duas empresas

Juntas, as empresas operam mais de 300 aeronaves e registraram um faturamento conjunto de R$ 25 bilhões de janeiro a setembro do ano passado.

O memorando de entendimento entre as empresas prevê que a nova companhia adote o modelo de corporação. As marcas Gol e Azul continuarão a existir de forma independente, mas compartilharão aeronaves e complementarão as malhas aéreas.

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