João Luiz Fukunaga deixou, nesta sexta-feira, 17, a presidência da Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (BB). O comunicado foi feito durante reunião do Conselho Deliberativo da entidade, segundo o jornal Valor Econômico. Márcio Chiumento, atual diretor de participações da fundação, assumirá o posto.
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Fukunaga sai do cargo para assumir a diretoria de Relações Governamentais e ESG da EloPar, empresa controlada pelo BB e pelo Bradesco. A Previ administra um patrimônio superior a R$ 270 bilhões, considerado o maior fundo de pensão da América Latina.
Pressão e auditoria do TCU antecederam a saída de Fukunaga
A decisão ocorre depois de meses de instabilidade interna. Desde abril, o Tribunal de Contas da União (TCU) analisa as contas da Previ, motivado por um déficit registrado em 2024. Embora o resultado tenha sido revertido neste ano, o relator do processo, ministro Walton Alencar Rodrigues, apontou possíveis inconsistências na gestão do chamado Plano 1. Esta é a principal carteira do fundo, com mais de 100 mil participantes e cerca de R$ 230 bilhões em investimentos.
O Plano 1 fechou 2024 com déficit superior a R$ 3 bilhões, mas voltou a apresentar superávit de R$ 1,5 bilhão até agosto de 2025. A fundação atribui a melhora às oscilações de mercado e à valorização de ativos como ações da Vale e títulos públicos.
Durante o período, a Previ vendeu aproximadamente R$ 7 bilhões em ações e imóveis, concentrando novos aportes em papéis atrelados à inflação. Segundo o Valor Econômico, o objetivo foi reduzir riscos e proteger os benefícios de aposentados vinculados ao Plano 1.
Perfil do ex-presidente
Indicado pela presidente do BB, Tarciana Medeiros, Fukunaga foi o primeiro sindicalista a dirigir a Previ desde 2010. Formado em história e mestre em história social, ele ingressou no banco em 2008 e, antes de chegar ao fundo de pensão, integrou o Sindicato dos Bancários de São Paulo e a Comissão Nacional de Negociação dos Funcionários do BB. Seu mandato estava previsto para terminar em maio de 2026.
À época da indicação de Fukunaga, entidades ligadas a funcionários do BB cogitaram pedir que o TCU analisasse a nomeação. “Suspeita-se que essa indicação e nomeação remetem a interesses políticos, dissociados dos interesses maiores da Previ e seus beneficiários”, afirmaram os aposentados do BB. Eles argumentavam que Fukunaga nunca exerceu cargo que lhe desse experiência em setores vitais ao Previ, como o financeiro, administrativo, contábil ou jurídico.
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É de uma incompetência sem precedentes essa lacradora do BB empossar esse sujeito “estoriador de contos” a presidente de um fundo de pensão dessa magnitude. Bem, podem ter muitas curvas o rio, mas a foz será atingida, e a foz será a privatização do BB em breve… não tem escapatória. Parabéns as funcionários bund..moles que se acovardaram e se calaram.