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Economia

Fracasso chinês: Neta Auto esvazia operação no Brasil em meio à falência da matriz

Marca de carros elétricos vendeu apenas 59 unidades no país em 2025 e hoje mantém uma única concessionária ativa

Neta Aya, X e GT, modelos trazidos para o mercado brasileiro: planos frustrados e marca falida na China | Foto: Divulgação/Neta Auto
Neta Aya, X e GT, modelos trazidos para o mercado brasileiro: planos frustrados e marca falida na China | Foto: Divulgação/Neta Auto

A montadora chinesa Neta Auto, que chegou ao Brasil em 2024 com a promessa de disputar o mercado de veículos elétricos, caminha para encerrar sua breve passagem pelo país. Depois de vários dias de silêncio, o site oficial da marca e sua página no Instagram saíram do ar. Restou apenas uma concessionária em funcionamento, a Potenza, no Rio de Janeiro. A marca já fechou a unidade Novos Tempos, em Juazeiro (BA).

Conforme a revista Motor Show, cerca de 400 veículos foram retirados do país nos últimos meses. Do estoque inicial de quase 700 carros, apenas 300 ainda estariam em território nacional. Apesar disso, a Neta mantém um escritório ativo na Avenida Paulista e segue afirmando que as vendas continuam normalmente. A empresa alega que passa por um processo de reorganização sob o comando do governo chinês. Assim, promete retomar a produção ainda em 2025.

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Neta suspende venda do modelo GT

No entanto, os números não ajudam. De acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), a Neta vendeu apenas 59 veículos neste ano — 34 unidades do compacto Aya e 25 do SUV X. O modelo GT, anunciado em 2024, já deixou de ser ofertado.

O revés no Brasil reflete a crise da matriz, a Hozon Auto, que entrou oficialmente em processo de falência na China. Segundo a agência Reuters, um credor entrou com pedido de falência em maio. Desse modo, o governo determinou o fechamento de várias lojas da Neta em Xangai.

Apesar de promessas de recuperação e novos investimentos, o mercado brasileiro dificilmente continuará sendo a “prioridade máxima” da empresa no exterior, como havia afirmado o CEO da Hozon, Fang Yunzhou.

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8 comentários
  1. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Comprou carro chinês? Não há como se queixar. É como votar no lula.

  2. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    Monopólio Fiat. Principalmente o básico 1.0 não pode ser exportado para países desenvolvidos. Ninguém usa o 1.0 lá.

  3. Augusto de Resende Filho
    Augusto de Resende Filho

    As grandes montadoras no Brasil que querem conseguir mercado, tem que investir em motor ponto 1, pelo imposto ser menor. Mas na Europa, América do Norte e os países vizinhos não tem está demanda. Sem fabricar 1.0, inflação, sem competição os caros se mandam.

  4. Reinaldo Terribelli
    Reinaldo Terribelli

    Quer saber?
    eles deviam pegar esse modelo GT arrancar essa bateria e o motor eletrico , montar nele um motor de 180 ou 200 HP “aspirado” e um cambio de 5 marchas “mecanico” , que aí sim seria um GT de verdade , em vez desse brinquedinho de partricinho ecólogo de rede social ,
    Pobre de quem comprou e pagou esse mico.

    1. Celso Eveling Caetano
      Celso Eveling Caetano

      Ai sim, eu compraria, mais ainda se tivesse aquele ronco de motor aspirado.

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