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Economia

The Economist alerta países ricos para o risco de 'brasileirização' da economia

Publicação afirma que a combinação de juros elevados e dívida pública no Brasil serve de lição para as grandes potências mundiais

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil brasileirização
O presidente Lula, durante um discurso | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A revista britânica The Economist afirmou, em artigo publicado nesta quinta-feira, 12, que a situação econômica do Brasil representa o alerta mais importante para as grandes potências globais. Segundo a publicação, a relação entre os juros altos e a dívida pública brasileira oferece uma lição mais relevante para o mundo do que a inflação da Argentina ou a estagnação da Itália. O texto destaca que o cenário nacional impõe um dilema angustiante entre uma austeridade profunda e uma espiral descontrolada de encargos financeiros. Além disso, cunha o termo “brazilification“, que pode ser traduzido como “brasileirização”.

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A análise revela que, apesar de indicadores aparentemente positivos — como o crescimento econômico razoável e um Banco Central independente —, o custo para financiar a dívida compromete o futuro do país. Com a taxa Selic em 15% ao ano, o governo brasileiro precisará tomar emprestado cerca de 8% do Produto Interno Bruto (PIB) anualmente apenas para quitar a conta de juros. A revista ressalta que fechar esse déficit apenas com medidas de austeridade é uma tarefa improvável no atual contexto.

As causas da ‘brasileirização’

A publicação identifica uma combinação de fatores para explicar por que os juros permanecem em patamares tão elevados no Brasil. A fragilidade de instituições financeiras, a volatilidade histórica da inflação e a trajetória preocupante do Orçamento federal compõem o diagnóstico. O gasto com previdência, que consome 20% do PIB, recebe atenção especial.

A revista cita os Estados Unidos como um exemplo de país que deve temer o fenômeno da ‘brasileirização’. A The Economist observa que as instituições norte-americanas, como o Federal Reserve (Fed), sofrem pressões constantes que podem comprometer a estabilidade fiscal. O artigo sugere que os dilemas orçamentários atuais parecerão simples caso os juros subam e as potências precisem escolher entre cortes severos ou o endividamento extremo.

O texto encerra com um alerta sobre o custo do populismo. Para a revista, prometer inflação baixa sem reduzir os gastos com a previdência torna-se uma missão quase impossível. O Brasil enfrenta agora o que a publicação chama de “escolha angustiante”, um destino que as economias desenvolvidas devem evitar logo que os primeiros sinais de desequilíbrio fiscal surgirem em seus próprios Orçamentos.

Leia também: “Correios atrasam R$ 3,7 bi em tributos e obrigações”

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2 comentários
  1. V.S.O.
    V.S.O.

    Tudo que a esquerda toca, apodrece. Cuba apodreceu, Venezuela também, na Coréia do Norte a população até diminuiu de tamanho devido à fome. A China escapou, por enquanto, devido ao capitalismo selvagem que pratica. Mas o dedo podre do comunismo não desapareceu, um dia ele vai cobrar o seu preço.

  2. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    Ninguém aponta a Falta de PRODUTIVIDADE bostileira!
    Ninguém indica os custos da CORRUPÇÃO cara de pau que praticam no BOSTIL…
    Jamais culpam a enormidade de funcionários públicos de baixíssima produtividade e altíssima pratica de corrupção por ele incentivadas…principalmente na venda de sentenças do STJ e stf.
    Nunca culpam as famílias oligarcas cafeeiras de banqueiros hoje são…que dão golpe em cima de golpe desde 1889.
    Mas culpam a Genni PREVIDÊNCIA Social que PAGAMOS ao longo de 35 anos 8% de nossos salários.
    CANALHADA NOJENTA!
    Ódio mortal dessa elite FACCIONADA representada em todo seu esplendor nojento nos controladores do Bco Itaú, BTG e associados.
    Pela encampação da empresa de Nióbio por financiamento desses golpista.

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