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Economia

Dólar sobe e fecha em R$ 5,52, maior valor desde agosto

Ibovespa recuou 0,79% nesta quarta-feira, 17

Moedas de dólar, em alusão à nota sobre o Brasil registrar a 2ª maior saída de dólares da história do país
Exemplares do dólar, a moeda dos Estados Unidos | Foto: jcomp/Freepik

O dólar comercial fechou em alta nesta quarta-feira, 17, cotado em R$ 5,52, o maior valor desde o começo de agosto. A valorização da moeda norte-americana ocorreu em um dia marcado por aumento da aversão ao risco nos mercados globais, maior demanda por proteção cambial e fatores políticos e geopolíticos no radar dos investidores. No mesmo pregão, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3), recuou 0,79% e fechou aos 157 mil pontos.

De acordo com os dados do mercado, o dólar avançou entre 0,73% e 1,1% ao longo do dia, entre a mínima de aproximadamente R$ 5,48 e a máxima próxima de R$ 5,53. Trata-se do quarto pregão consecutivo de alta da moeda no Brasil.

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A pressão sobre o câmbio refletiu, principalmente, o aumento da aversão global ao risco. Investidores reagiram às tensões geopolíticas sobre a Venezuela, depois de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o país estaria “completamente cercado” e determinou bloqueio a petroleiros sancionados que entram ou saem do território venezuelano. O cenário elevou os preços do petróleo no mercado internacional, o que influenciou ativos ligados à commodity.

No exterior, também pesou a expectativa pela divulgação de novos dados da inflação ao consumidor dos EUA, indicador que orienta as decisões do banco central norte-americano. O mercado avalia as chances de manutenção ou corte de juros nos EUA nos próximos meses, o que afeta o fluxo de capitais entre países desenvolvidos e emergentes.

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Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (B3) | Foto: Shutterstock

Bolsa acompanha clima negativo do dólar

A Bolsa brasileira acompanhou o movimento externo e fechou em queda, mesmo em um dia de agenda econômica doméstica esvaziada, com poucos indicadores relevantes. O Ibovespa chegou a oscilar entre a máxima de cerca de 158 mil pontos e a mínima próxima de 156 mil pontos. O volume financeiro negociado na B3 somou aproximadamente R$ 30 bilhões.

No mercado local, o noticiário político também influenciou os negócios. Investidores reagiram à divulgação de pesquisa eleitoral que colocou a disputa presidencial de 2026 no radar, o que aumentou a cautela em relação aos ativos brasileiros. Operadores citaram incertezas fiscais e políticas como fatores que limitaram o apetite por risco, apesar da manutenção de juros elevados no país, que susentou o real em sessões anteriores.

No câmbio, além do ambiente externo, houve influência de fatores sazonais. O fim de ano costuma ser marcado por remessas de recursos ao exterior e ajustes de posição por parte de empresas e investidores, o que aumenta a demanda por dólares. O Banco Central realizou leilões de swap cambial, instrumento usado para oferecer proteção ao mercado e suavizar a volatilidade da moeda.

Ao longo da semana, o dólar acumula alta superior a 2%, enquanto o Ibovespa registra recuo em torno de 2%, o que reflete o aumento das incertezas e a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros em um cenário de maior volatilidade nos mercados globais e domésticos.

Leia também: “Pessimismo econômico”, artigo de Carlo Cauti publicado na Edição 207 da Revista Oeste

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