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Economia

Deflação: IPCA fica em -0,11% em agosto

Queda no índice foi puxada pela redução das contas de luz em razão do bônus de Itaipu

Valor consta do orçamento preliminar da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) | Foto: Reprodução/Pixabay
Redução do custo da energia em agosto foi o maior impacto no IPCA de agosto | Foto: Reprodução/Pixabay

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de agosto foi de -0,11%, 0,37 ponto porcentual abaixo da taxa de 0,26% de julho, informou nesta quarta-feira, 10, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É a primeira deflação do ano.

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Em 2025, o IPCA acumula alta de 3,15%, e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 5,13%, abaixo dos 5,23% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2024, a variação havia sido de -0,02%. Apesar da queda, o IPCA ainda segue bem acima da meta (3%) e do teto de tolerância (4,5%).

A prévia da inflação (IPCA-15) de agosto teve queda de 0,14%.

Bônus de Itaipu puxou para baixo IPCA de agosto

Em agosto, cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados vieram com variação negativa. Os três grupos com maior impacto foram habitação (-0,9%), alimentação e bebidas (-0,46%) e transportes (-0,27%). No lado das altas, as variações ficaram entre o 0,75% de educação e o 0,4% de despesas pessoais.

IPCA de agosto: índice e impacto por grupo de produtos e serviços | Foto: Reprodução/IBGE
IPCA de agosto: índice e impacto por grupo de produtos e serviços | Foto: Reprodução/IBGE

A queda registrada no grupo habitação — o menor resultado para um mês de agosto desde o Plano Real — veio da contribuição de -0,17 ponto porcentual da energia elétrica residencial, que recuou 4,21% no mês. Isso foi em decorrência da incorporação do bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto.

A redução ocorreu mesmo com a bandeira tarifária vermelha patamar 2, que adiciona R$ 7,87 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos, vigorando em agosto e de reajustes da energia em várias capitais.

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O grupo alimentação e bebidas, de maior peso no índice, apresentou queda na média de preços pelo terceiro mês consecutivo (-0,18% em junho e -0,27 em julho). A queda de agosto foi influenciada pela alimentação no domicílio, que caiu 0,83%, com destaque para as quedas do tomate (-13,39%), da batata-inglesa (-8,59%), da cebola (-8,69%), do arroz (-2,61%) e do café moído (-2,17%).

A variação no grupo transportes reflete a queda nas passagens aéreas (-2,44%) e nos combustíveis (-0,89%). Em agosto houve redução nos preços no gás veicular (-1,27%), na gasolina (-0,94%) e no etanol (-0,82%) enquanto o óleo diesel subiu 0,16%.

1 comentário
  1. Carlos Soares
    Carlos Soares

    Agora nossos ouvidos e olhos serão feitos de penico, ao ouvir e ao ler os comentários dos esquerdofrênicos elogiando a equipe(?) econômica, o ministro(?) haddad e o L9. Tudo sem a base que irão usar nos argumentos: que estão reconstruindo o Brasil que foi destruído pelo Bolsonaro e Paulo Guedes.
    Haja antiácido para aguentar isso.

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