A Saks Global, controladora da rede de lojas de luxo Saks Fifth Avenue, deve entrar com pedido de falência nos próximos dias. A empresa deixou de pagar mais de US$ 100 milhões em juros a investidores, referentes à dívida assumida na aquisição da rede Neiman Marcus.
O calote acelerou os planos de pedir recuperação judicial nos Estados Unidos. A solicitação deve ocorrer por meio do mecanismo Chapter 11, previsto na Lei de Falências do país. Ao jornal The Wall Street Journal, interlocutores afirmaram que a Saks tenta fechar um acordo com credores para financiar o processo.
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A crise se aprofundou em 2024, quando a varejista passou a atrasar pagamentos a fornecedores e a reduzir a oferta de produtos nas prateleiras. Como resultado, a queda no volume de mercadorias comprometeu o desempenho e agravou a retração nas vendas.
No trimestre encerrado em 2 de agosto, a receita caiu 13% em relação ao ano anterior e fechou em US$ 1,6 bilhão. A própria empresa admitiu que os números ficaram abaixo do esperado. O prejuízo líquido no mesmo período chegou a US$ 288 milhões.
No início do segundo semestre, a Saks tentou levantar recursos com a venda de ativos. A empresa colocou à venda uma propriedade em Beverly Hills e avaliou a possibilidade de se desfazer de 49% da Bergdorf Goodman, rede que também integra o grupo. A Saks incorporou a marca durante a fusão de US$ 2,7 bilhões com a Neiman Marcus.
Saks enfrenta desgaste e ameaça ruir
Fundadas há mais de um século, Saks, Neiman Marcus e Bergdorf Goodman marcaram a história do varejo de luxo nos Estados Unidos. Suas lojas viraram referência em cidades como Nova York, Dallas e Los Angeles.
No entanto, desde a pandemia de covid-19, nenhuma cadeia tradicional de departamentos havia protagonizado um processo de falência de tamanho impacto.
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Para conter o desgaste, a Saks prometeu quitar as dívidas com fornecedores, mas em prazos mais longos. Em vez dos tradicionais 60 dias, a empresa esticou o prazo para 90 dias a partir do recebimento das encomendas.
A decisão irritou marcas parceiras e contribuiu para a deterioração da relação comercial. Em junho, a companhia chegou a captar US$ 600 milhões junto a detentores de títulos para cobrir parte das dívidas. O esforço, contudo, não impediu o agravamento da crise e a iminência do colapso.






































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