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Economia

Controladora da Saks Fifth Avenue prepara pedido de falência

Grupo dono da rede de lojas de luxo tenta negociar recuperação judicial com credores

saks fifth avenue
Apesar da medida judicial, a companhia anunciou que vai manter suas lojas abertas | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A Saks Global, controladora da rede de lojas de luxo Saks Fifth Avenue, deve entrar com pedido de falência nos próximos dias. A empresa deixou de pagar mais de US$ 100 milhões em juros a investidores, referentes à dívida assumida na aquisição da rede Neiman Marcus.

O calote acelerou os planos de pedir recuperação judicial nos Estados Unidos. A solicitação deve ocorrer por meio do mecanismo Chapter 11, previsto na Lei de Falências do país. Ao jornal The Wall Street Journal, interlocutores afirmaram que a Saks tenta fechar um acordo com credores para financiar o processo.

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A crise se aprofundou em 2024, quando a varejista passou a atrasar pagamentos a fornecedores e a reduzir a oferta de produtos nas prateleiras. Como resultado, a queda no volume de mercadorias comprometeu o desempenho e agravou a retração nas vendas.

No trimestre encerrado em 2 de agosto, a receita caiu 13% em relação ao ano anterior e fechou em US$ 1,6 bilhão. A própria empresa admitiu que os números ficaram abaixo do esperado. O prejuízo líquido no mesmo período chegou a US$ 288 milhões.

No início do segundo semestre, a Saks tentou levantar recursos com a venda de ativos. A empresa colocou à venda uma propriedade em Beverly Hills e avaliou a possibilidade de se desfazer de 49% da Bergdorf Goodman, rede que também integra o grupo. A Saks incorporou a marca durante a fusão de US$ 2,7 bilhões com a Neiman Marcus.

Saks enfrenta desgaste e ameaça ruir

Fundadas há mais de um século, Saks, Neiman Marcus e Bergdorf Goodman marcaram a história do varejo de luxo nos Estados Unidos. Suas lojas viraram referência em cidades como Nova York, Dallas e Los Angeles.

No entanto, desde a pandemia de covid-19, nenhuma cadeia tradicional de departamentos havia protagonizado um processo de falência de tamanho impacto.

+ Leia também: “Rolex impulsiona mercado de relógios de luxo usados”

Para conter o desgaste, a Saks prometeu quitar as dívidas com fornecedores, mas em prazos mais longos. Em vez dos tradicionais 60 dias, a empresa esticou o prazo para 90 dias a partir do recebimento das encomendas.

A decisão irritou marcas parceiras e contribuiu para a deterioração da relação comercial. Em junho, a companhia chegou a captar US$ 600 milhões junto a detentores de títulos para cobrir parte das dívidas. O esforço, contudo, não impediu o agravamento da crise e a iminência do colapso.

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