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Economia

Com Selic a 11,25%, quanto rende investimento de R$ 1 mil?

Com a queda da taxa básica de juros, ativos atrelados a ela passam a ter menor rentabilidade

Dinheiro - selic - taxa básica de juros - rentabilidade
Confira quais são os retornos desses ativos a partir de hoje | Foto: Reprodução/Freepik

Nesta quarta-feira, 31, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) cortou pela quinta vez consecutiva a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, em 0,5 ponto percentual, chegando a 11,25% ao ano.

Além de ser o principal instrumento para controlar a inflação, a taxa Selic afeta desde o custo de empréstimos até o retorno de investimentos.

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O título Tesouro Selic, por exemplo, tem sua rentabilidade atrelada à taxa Selic. Em razão da redução da taxa de juros de ontem, esse investimento pós-fixado vai ter um retorno menor.

Leia também: “IPVA 2024: confira as alíquotas e os descontos de cada Estado”

No entanto, conforme analistas, o título pós-fixado continua sendo interessante, porque a taxa de juros se mantém em dois dígitos, bem acima da inflação do país.

Conforme relatório Focus, do BC, economistas do mercado financeiro esperam que a taxa básica chegue ao patamar de 9% até o fim deste ano. Em 2025, a expectativa é que ela chegue a 8,5%.

Portanto, especialistas recomendam principalmente investimentos em ativos indexados à inflação, com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Confira o retorno de R$ 1 mil investidos em um ano

InvestimentoValor Líquido (R$)Rentabilidade Líquida
Poupança1.078,117.81%
Tesouro Selic 2026 (Selic + 0,034%)1.081,228.12%
CDB 104% do CDI (Liquidez Diária) 1.085,508.55%
CDB/RDB/LC 115% do CDI 1.086,258.63%
LCI/LCA/DEB Incentivada 96% CDI1.093,239.32%
CDB/RDB/LC IPCA + 6,35% a.a.1.094,549.45%
CDB/RDB/LC Pré-fixado 11,3% a.a.1.095,669.57%

Apesar de os retornos serem atrativos, é necessário verificar se esses investimentos estão conforme o perfil de risco de cada um, já que não contam com cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Por causa disso, caso a instituição emissora do papel “quebre” e não consiga pagar aos investidores, não há como o investidor ser ressarcido.

Títulos prefixados

Sobre os títulos prefixados — aqueles nos quais o retorno é fixado previamente e, assim, não se altera — analistas veem que a janela de oportunidade desse tipo de ativo já se encerrou. Além disso, afirmam que títulos que pagam menos de 11% ao ano não valem a pena no momento.

O Tesouro Prefixado 2026 atualmente oferece rentabilidade ao ano de 9,63%. Enquanto isso, o prefixado em 2029 paga 10,32%.

Leia mais: “Reforma tributária: o que muda na cobrança do IPVA”

No entanto, esse tipo de ativo, em que a rentabilidade é prefixada, é considerado um pouco mais arriscado, dado que determina um retorno fixo.

Assim, se a taxa Selic voltar a subir antes do vencimento do título e ultrapassar o rendimento contratado prefixado, o investidor perde a possibilidade de um maior retorno.

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