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Economia

CNI: leilão da Sabesp é passo importante para universalização do saneamento

Desestatização da companhia foi concluída na terça-feira 23

Falta de saneamento básico no bairro Sítio São Francisco, em Guarulhos (SP), esgoto cai em rio
Falta de saneamento básico no bairro Sítio São Francisco, em Guarulhos (SP) | Foto: Márcio Fernandes de Oliveira/Estadão Conteúdo

A desestatização da Sabesp, concluída na terça-feira 23, em São Paulo, representa um passo importante para a universalização do saneamento básico, avaliou a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em nota, os industriais disseram que isso melhora a saúde e a qualidade de vida da população e, consequentemente, gera desenvolvimento econômico e social do Brasil. Além disso, o privatização da Sabesp abre um novo ciclo de leilões e confirma a atratividade do setor para a iniciativa privada.

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+ Tarifas reduzidas da Sabesp entram em vigor

“Os investimentos em saneamento têm potencial de alavancar a economia local, por meio da criação de empregos e renda para a população, e de contribuir para a qualidade de vida dos cidadãos. Além disso, têm efeito multiplicador em uma longa cadeia produtiva”, afirmou Ricardo Alban, presidente da CNI, por meio de nota na terça-feira.

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Saneamento básico ainda é precário no país, diz CNI

A CNI alertou, no entanto, para o fato de que, apesar dos 45 leilões de concessões de água e esgoto já realizados no país desde a aprovação do novo Marco Legal do Saneamento, o cenário atual ainda é precário.

Na avaliação da entidade, é necessário ao país mais do que dobrar os investimentos anuais para atender os 32 milhões de brasileiros que vivem sem acesso à água potável e os mais de 90 milhões sem coleta de esgoto.

O processo de privatização da Sabesp foi concluído na terça-feira. Na semana passada, o Grupo Equatorial cumpriu com as exigências previstas na oferta pública inicial e adquiriu o bloco prioritário de 15% das ações da companhia. Para tanto, desembolsou quase R$ 7 bilhões.

Com o novo contrato, entram em vigor a antecipação das metas de universalização e o Plano Regional de Saneamento Básico, que prevê investimentos de R$ 260 bilhões até 2060. Desse total, quase R$ 70 bilhões serão aplicados até 2029 para levar água potável, tratamento e coleta de esgoto para toda a população.


Redação Oeste, com informações da Agência Estado

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