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Economia

Capitais divergem e expõem limites da valorização imobiliária

Dados recentes do FipeZAP revelam cenários variados entre cidades brasileiras

O panorama nacional mostra que o Rio de Janeiro registrou a maior queda real nos preços dos imóveis | Foto: Reprodução/Freepik
O panorama nacional mostra que o Rio de Janeiro registrou a maior queda real nos preços dos imóveis | Foto: Reprodução/Freepik

Nos últimos anos, os valores de imóveis vêm sendo alvo de debate, com muitas dúvidas sobre os preços. Dados recentes do FipeZAP revelam cenários variados entre cidades brasileiras que desmontam a ideia de alta contínua em todos os mercados.

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O levantamento mostra que em São Paulo, por exemplo, o preço médio do metro quadrado, que era de R$ 2,6 mil em 2008, atingiu quase R$ 12 mil em novembro deste ano. No entanto, ao considerar a inflação pelo IPCA, percebe-se que os valores subiram em termos reais até 2014, mas caíram depois, principalmente durante a recessão de 2015-2016 e entre 2020 e 2022, período da pandemia.

Oscilações regionais marcam trajetória dos preços dos imóveis

O Rio de Janeiro também apresentou forte oscilação. No auge do boom imobiliário, em 2014, os preços quase atingiram R$ 20 mil por metro quadrado. Desde então, a queda foi mais intensa que em São Paulo — chegou a valores abaixo de R$ 11 mil atualmente. Vitória, em contrapartida, teve aumento relevante no pós-pandemia.

Entre as cidades com maiores altas de preços, Florianópolis acumula 23% de aumento real e Vitória, 35% | Foto: Reprodução/Freepik
Entre as cidades com maiores altas de preços, Florianópolis acumula 23% de aumento real e Vitória, 35% | Foto: Reprodução/Freepik

No Sul, capitais como Florianópolis e Curitiba registraram recuperação dos preços durante a pandemia, diferentemente de Porto Alegre, onde a queda iniciada em 2015 persistiu e o valor do metro quadrado ficou abaixo das demais cidades da região. Já no Centro-Oeste, Brasília teve pico de preços em 2012, com recuo ainda antes da recessão econômica que começou três anos depois.

Queda no Rio de Janeiro

No Nordeste, Fortaleza e Recife lideravam os preços, mas ambos sofreram quedas depois da recessão. Maceió destoou no período da pandemia e tornou-se a capital mais cara da região no valor do metro quadrado. O panorama nacional mostra que o Rio de Janeiro registrou a maior queda real, 44%, seguido por Brasília, com 33%.

Leia mais: “A crise já chegou ao setor de serviços”, coluna de Carlo Cauti publicada na Edição 282 da Revista Oeste

Entre as cidades com maiores altas de preços, Florianópolis acumula 23% de aumento real e Vitória, 35%. Desde o começo da pandemia, a capital do Espírito Santo lidera com elevação de 50%, seguida por Curitiba e Maceió, ambas com 41%. No mesmo intervalo, São Paulo, Rio, Brasília e Porto Alegre tiveram retração nos preços.

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