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Economia

BYD avança no varejo e supera Toyota no mercado brasileiro

Modelo chinês domina elétricos e cresce em capitais estratégicas

BYD
A BYD assumiu a quarta posição entre as marcas mais comercializadas do país | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A montadora chinesa BYD conquistou em maio um feito inédito no setor automotivo brasileiro. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores mostram que, com 8,86% de participação nas vendas no varejo de veículos leves, a empresa ultrapassou a japonesa Toyota.

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Como resultado, a BYD assumiu a quarta posição entre as marcas mais comercializadas do país. Entretanto, o ranking considera apenas vendas feitas ao consumidor final, excluindo negócios diretos com frotistas, que representam 52,6% do mercado no mês.

No cenário geral, somando todas as modalidades, a BYD garantiu o sétimo lugar entre as montadoras. Ainda assim, superou nomes de peso como Hyundai, Honda, Caoa Chery e Jeep.

A marca também ampliou sua presença no segmento de carros elétricos. Dominou o setor com 80,62% de participação e emplacou o Dolphin Mini como o quinto hatch pequeno mais vendido do Brasil, superando, inclusive, modelos movidos a combustão.

Além do avanço nas vendas, a BYD liderou o mercado em cinco capitais brasileiras: Brasília, Porto Velho, Natal, Maceió e Vitória. A rede de concessionárias da empresa já soma 180 pontos em território nacional.

BYD é alvo de suspeita por trabalho escravo e tráfico de pessoas

Enquanto amplia suas operações no Brasil, a empresa também se envolve em polêmicas que ameaçam comprometer sua imagem de forma permanente.

Em maio deste ano, o Ministério Público do Trabalho (MPT) entrou com uma ação civil pública contra a BYD e duas empreiteiras que prestam serviços à empresa chinesa. O órgão suspeita de trabalho escravo e tráfico de pessoas.

+ Leia também: “BYD é processada por trabalho escravo e tráfico de pessoas”

O MPT quer que a Justiça condene as empresas ao pagamento de quase R$ 260 milhões por danos morais coletivos. Além disso, exige indenizações individuais equivalentes a 21 vezes o salário contratual de cada vítima, além de uma remuneração por dia em que tenham sido submetidas a condições análogas à escravidão.

1 comentário
  1. Rosangela J . Dias
    Rosangela J . Dias

    Aqui nos EUA, quando perguntei a um vendedor de carros sobre a nao existencia de uma marca de carro chinesa no seu inventorio a resposta foi que aqui (USA) respeitamos a liberdade individual, portanto nos impede de financiamos a escravidao em outro pais.

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