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Economia

Brasil perde mais de 400 mil empresas no 1º semestre

Companhias de micro, pequeno, médio e grande porte foram eliminadas da economia

juros no Brasil
Declínio começou no quarto trimestre de 2021, mas se acentuou neste último semestre | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Nos seis primeiros meses deste ano, o Brasil teve um saldo negativo de 428 mil empresas, incluindo as de micro, pequeno, médio e grande porte. Não se trata do número de empresas que fecharam — que é muito maior — mas da diferença entre as que abriram e as que fecharam no período. Não estão na conta apenas os microempreendedores individuais (MEIs).

O levantamento é da empresa Contabilizei, com base em registros do Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJs), da Receita Federal, e foi divulgado pelo site g1

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Segundo o levantamento, desde o quarto trimestre de 2021, tem sido mais comum o fechamento de empresas do que sua abertura. Nesse intervalo, foram abertas 2,08 milhões de empresas, enquanto 2,83 milhões foram fechadas. O saldo de empresas eliminadas no período é de 750 mil — e mais da metade (427.934) foi neste primeiro semestre do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Comércio perdeu quase 200 mil empresas no 1º semestre

confiança do consumidor
Em números absolutos, o comércio teve o pior desempenho no último semestre | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Em números absolutos, o comércio teve o pior desempenho no último semestre, com mais de 195 mil empresas eliminadas. No segundo trimestre, para cada empresa do setor aberta, duas fecharam as portas, informa o g1.

Em segundo lugar, está o setor de serviços, que teve 183 mil empresas eliminadas da economia nestes seis meses. No segundo trimestre, a cada empresa que abriu, 1,5 fechou as portas.

O levantamento também mostra o declínio do setor industrial. No segundo trimestre deste ano, 7,8 mil indústrias foram abertas, mas três vezes mais — 25,1 mil — foram fechadas. No semestre, o saldo negativo de indústrias foi de 47 mil.

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Além disso, a indústria vem com saldo negativo há mais tempo, desde o terceiro trimestre de 2021. O comércio passou a ter saldo negativo no quatro trimestre de 2021, enquanto os serviços só passaram para o campo negativo no terceiro trimestre de 2022.

Os números do semestre de empresas fechadas no Brasil:

  • comércio: 196,7 mil;
  • serviços: 183,3 mil; e
  • indústria: 47 mil;
  • total: 427,9 mil.

“Foi um período que trouxe várias dificuldades impostas à gestão financeira das empresas, além de um alto nível de endividamento da população”, disse ao g1 o vice-presidente de aquisição e receita da Contabilizei, Guilherme Soares. “Até o reaquecimento do mercado de trabalho formal faz empreendedores voltarem ao trabalho assalariado.”

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6 comentários
  1. Ricardo Gouveia Vitale
    Ricardo Gouveia Vitale

    O desgoverno da narco-quadrilha do PTeerorismo é imbatível quando se trata de destruir trabalho e desenvolvimento. Imbatível.

  2. Route 66
    Route 66

    Pra mim, principalmente dois fatores. Primeiro a irresponsabilidade geral do “primeiro a saúde, a economia vemos depois”, inclusive do Judiciário (que deveria ser imune à histeria), e o único que manteve a sanidade em meio ao caos foi o Presidente Bolsonaro, que sabiamente mandou o povo colocar máscara na cara e passar álcool nas mãos, mas manter a roda da economia girando. Segundo o fator “L”, não há economia que aguente tanta incompetência e dilapidação do dinheiro público (arrancado a ferro e fogo dos pagadores de impostos) aliadas à corrupção intrínseca da ala política que ora opera em Brasília.

  3. CÉSAR AUGUSTO LUIZ PEREIRA DA SILVA
    CÉSAR AUGUSTO LUIZ PEREIRA DA SILVA

    Alguém, afora os fazuelli, os retardados e os imbecis, esperava algo diferente?
    A vaca ainda não morreu, atolada no brejo, porque o antigo dono havia a deixado gorda.

  4. Christian
    Christian

    Paseei onte pelo Binguen, tradicional polo de vendas do comérci de Petrópoliso e fiquei impressionado com a quantidade de lojas FECHADAS passando o ponto dentro das galerias desta parte da cidade.
    Daqui a pouco isto estará uma CUBA. Onde o governo é o único fabricante de roupas. Ou da China em tempos de MAO.

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