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Economia

Bolsas de valores da Ásia fecham em queda nesta segunda-feira

As fortes baixas foram influenciadas pelas novas tarifas comerciais impostas por Donald Trump, que entraram em vigor no último sábado, 5

Bolsas de valores da Ásia caem nesta segunda
Telão de cotações do prédio da Bolsa de Valores B3, na R. XV de Novembro, 271, no centro antigo de São Paulo | Foto: Daniel Teixeira/Estadão Conteúdo

As bolsas de valores da Ásia terminaram esta segunda-feira, 7, em forte baixa, em reação às novas tarifas comerciais dos Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 enfrentou uma interrupção temporária nas operações, conhecida como circuit breaker, depois de uma queda de 8%.

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Durante o dia, bolsas da Ásia e da Oceania mantiveram uma tendência de declínio. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 13,22%, enquanto na China, o CSI 1000 recuou 11,39%. Outras bolsas também registraram perdas significativas: o Kospi, em Seul, caiu 5,57%, o SZSE Component, na China, perdeu 9,66%, e o índice Shanghai, em Xangai, diminuiu 7,34%.

Bolsas da Oceania também sofreram quedas, em Sydney, na Austrália, o S&P/ASX 200 apresentou uma queda de 4,23%.

Tarifas de Trump têm impacto na Ásia

As tarifas de Trump passaram a vigorar no último sábado, 5, e causaram um impacto significativo nas economias globais. Nos EUA, as empresas listadas nas bolsas perderam US$ 6,09 trilhões em valor de mercado em apenas dois dias. Essa medida integra uma estratégia maior do governo Trump, com o objetivo de enfrentar o déficit comercial com a China e outros parceiros.

Leia também: “As tarifas de Trump”, artigo de Rodrigo Constantino publicado na Edição 263 da Revista Oeste

Em seu perfil na rede social Truth Social, Donald Trump afirmou que esta é uma “revolução econômica” e pediu para os norte-americanos terem paciência. “Essa é uma revolução econômica, e nós vamos vencer”, disse. “Aguentem firme, não será fácil, mas, no final, o resultado será histórico, nós faremos a América grande de novo.”

Trump reiterou, neste domingo 6, que as tarifas são a única maneira eficaz de corrigir os desequilíbrios comerciais dos EUA com a China, a União Europeia e outros países.

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