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Economia

Tarifas de Trump provocam derrocada dos mercados na Ásia, e Bolsa do Japão aciona circuit breaker

Preocupados com uma possível guerra tarifária entre os Estados Unidos e a China, os investidores de todo o mundo estão vendendo seus ativos

Bolsas de Valores na Ásia estão operando em queda nesta segunda-feira, 7 | FOTO: Yonhap/via REUTERS
Bolsas de Valores na Ásia estão operando em queda nesta segunda-feira, 7 | FOTO: Yonhap/via REUTERS

As Bolsas de Valores da Ásia abriram em forte queda nesta segunda-feira, 7, com temores crescentes de uma possível guerra comercial global desencadeada pelas novas tarifas alfandegárias criadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com entrada em vigor no começo do mês.

Operador na Bolsa de Valores de Nova York | FOTO: REUTERS/Brendan McDermid/File Photo
Operador na Bolsa de Valores de Nova York | FOTO: REUTERS/Brendan McDermid/File Photo

A aversão ao risco contagiou os mercados de toda a região asiática, que abrem durante a noite no Brasil por causa do fuso horário.

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A Bolsa de Valores de Hong Kong lidera as perdas na região, com queda de seu principal índice, o Hang Seng, no início do pregão.

Por sua vez, o índice CSI 300 da China continental caiu 4,82%. Na Coreia do Sul, o índice Kospi reduziu algumas perdas e está caindo 4,32%, enquanto o índice Kosdaq perde 3,52%.

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No Japão, o índice de referência Nikkei 225 perde 6,38%, atingindo o pior nível dos últimos 18 meses, enquanto o índice Topix mais amplo despenca 6,52%.

Mais cedo, a negociação de futuros japoneses foi suspensa por causa do circuit breaker decretado no mercado local por excesso de baixa.

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O circuit breaker é um sistema de bloqueio automático das negociações por dez minutos e é ativado quando um índice de bolsa está prestes a subir ou cair mais de 8%.

O circuit breaker entrou em ação às 8h45, horário de Tóquio, para o Nikkei 225 e vários outros contratos futuros e terminou dez minutos depois.

Essa é uma medida regulatória usada por bolsas de valores, como a Japan Exchange Group (JPX), que supervisiona a Bolsa de Valores de Tóquio, a Bolsa de Osaka e a Bolsa de Mercadorias de Tóquio, para evitar vendas ou compras em pânico e estabilizar o mercado durante momentos de volatilidade extrema.

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A suspensão permite que investidores tenham um período de “esfriamento” para reavaliar suas posições, absorver novas informações e então tomar uma decisão para evitar uma potencial queda livre ou bolha.

A negociação à vista — compra e venda direta de ações na Bolsa de Valores de Tóquio — não foi afetada.

O índice Nikkei 225 à vista está caindo cerca de 6%, mas chegou a perder quase 9%.

Futuros nos Estados Unidos também caem

Os contratos futuros dos EUA também estão caindo à medida que diminuem as esperanças dos investidores de que o governo Trump leve adiante negociações bem-sucedidas com os países para reduzir as novas tarifas alfandegárias.

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Enquanto isso, as cotações do petróleo norte-americano caíram abaixo de US$ 60 o barril. Os contratos futuros vinculados ao petróleo bruto intermediário do oeste do Texas (WTI) caíram mais de 3%, chegando em US$ 59,74, o menor nível desde abril de 2021.

As principais autoridades econômicas do governo Trump descartaram quaisquer temores de inflação e recessão, salientando que as tarifas vão continuar, independentemente do que os mercados façam.

As ações das Bolsas de Valores dos EUA caíram acentuadamente na última sexta-feira, 5, depois que a China retaliou ao criar novas tarifas sobre produtos norte-americanos, gerando temores de uma guerra comercial global que poderia levar a uma recessão internacional.

O índice Dow Jones caiu 5,5%, a maior contração desde junho de 2020, durante a pandemia de covid-19.

O S&P 500 caiu 5,97%, maior queda desde março de 2020.

Por sua vez, o Nasdaq Composite, que reúne muitas empresas de tecnologia que vendem para a China e fabricam no país asiático, caiu 5,8%. Com esse resultado, o Nasdaq está 22% mais baixo em relação ao recorde registrado em dezembro, representando um “mercado urso”, na terminologia de Wall Street.

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