A economia brasileira encolheu 0,89% no terceiro trimestre de 2025. O Banco Central (BC) divulgou as informações com base no Índice de Atividade Econômica (IBC-Br).
Mesmo com o recuo no acumulado trimestral, a atividade manteve crescimento de 3% em relação ao mesmo período de 2024. Já no recorte mensal, o índice caiu 0,24% em setembro, fechando o mês em 108,4 pontos, abaixo dos 108,6 registrados em agosto.
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O desempenho negativo marca uma reversão do pico alcançado em abril, quando o indicador chegou a 110,3 pontos. Desde então, o ritmo perdeu força. No fim do segundo trimestre, o nível havia recuado para 108,7 pontos.
O setor agropecuário puxou o recuo trimestral, que registrou queda de 4,5%. A indústria também mostrou retração, com baixa de 1%. O setor de serviços teve queda menor, de 0,3%, mas contribuiu para a desaceleração geral da economia.
Especialistas dizem que a taxa básica de juros, mantida em 15% ao ano, tem efeito direto nesse desaquecimento. Com o crédito mais caro, o consumo desacelera, impactando produção e investimentos.
A taxa Selic está no maior patamar desde 2006. A política monetária atual busca conter a inflação, mas acaba por frear a atividade econômica — efeito comum em ciclos de aperto nos juros.
IBC-Br mostra avanço em 12 meses e sinaliza ritmo da economia
Apesar do ritmo mais lento, o resultado de setembro supera em 2% o nível registrado no mesmo mês do ano anterior. No acumulado em 12 meses, o crescimento é de 3%, segundo o BC.
O IBC-Br é calculado com base em dados semelhantes aos utilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas com divulgação mensal. Por isso, é conhecido como a “prévia do PIB”.
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O dado oficial do segundo trimestre, apresentado pelo IBGE, mostrou alta de 0,4% na comparação com os três meses anteriores. No mesmo período, o IBC-Br havia destacado crescimento de 0,28%.






































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