O plano de reestruturação da Azul, companhia aérea que pediu recuperação judicial nos Estados Unidos nesta semana, prevê a redução da frota de aeronaves em 35%, mas mantém a projeção de crescimento moderado na oferta de voos.
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As medidas devem dar à Azul uma melhor organização de investimentos, custos de manutenção e menor exposição ao câmbio, informou a companhia, no plano de reestruturação.
Ainda segundo a apresentação divulgada ao mercado, a empresa pretende sair do processo de recuperação judicial dos Estados Unidos com 170 aeronaves, contra 201 previstas inicialmente. Em 2026, a projeção é de ter 172 aviões, contra 218 do orçamento anterior.
A projeção da companhia aérea é que a otimização operacional reduza sua taxa composta de crescimento anual (CAGR) das receitas entre 2025 a 2029 de 11,9% para 7,6%; enquanto a da Ebitdar cai de 14,3% para 10,5%; a da capacidade de voos (ASK), de 11,1% para 3,8%; e a de tráfego (RASK) sobe de 0,7% para 3,7%.
Azul pretende reduzir dívida e gerar caixa
A Azul informou que o objetivo da medida é reduzir significativamente o endividamento e gerar caixa. Segundo a empresa, o processo inclui pouco mais de R$ 9 bilhões em financiamento e deve eliminar mais de R$ 11 bilhões em dívidas, além de prever mais de R$ 530 milhões em novos aportes de capital na saída do processo.
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Nesse período, a empresa afirmou que seguirá operando normalmente, “mantendo nossos compromissos com nossos públicos de interesse, incluindo continuar voando e fazendo reservas como de costume”.

A companhia também destacou que todas as medidas previstas no plano de recuperação judicial têm o apoio de seus principais colaboradores, incluindo detentores de títulos, sua maior detentora, a AerCap, e os parceiros estratégicos United Airlines e American Airlines.
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