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Economia

'Aporte já': trabalhadores dos Correios aprovam greve em 7 Estados

Paralisação por tempo indeterminado foi aprovada nesta terça-feira, 16, e já começou; estatal acumula prejuízo recorde neste ano

Assembleia de trabalhadores dos Correios de Minas Gerais | Foto: Reprodução/YouTube
Assembleia de trabalhadores dos Correios de Minas Gerais | Foto: Reprodução/YouTube

Trabalhadores dos Correios de sete Estados, liderados por sindicatos, aprovaram greve por tempo indeterminado desde as 22h desta terça-feira, 16. A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Ceará e Paraíba. Em SP, o sindicato orientou contrariamente à greve, mas a categoria preferiu a paralisação.

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Também houve assembleias em bases de grandes cidades, onde a greve foi aprovada: Vale do Paraíba, Campinas, Santos, todas em São Paulo, e Londrina, no Paraná. A decisão ocorre depois de semanas de impasse na negociação do acordo coletivo de trabalho entre sindicatos e a estatal — que enfrenta a pior crise financeira da história.

Outros 12 sindicatos optaram por manter o estado de greve. São eles os do Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Maranhão, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Roraima, Santa Maria, Juiz de Fora e Bauru. Essas entidades permanecem mobilizadas, aguardando novos desdobramentos das negociações nacionais.

Exigências da categoria: “Aporte já”

Os funcionários dos Correios exigem reajuste salarial, manutenção de benefícios como adicional de 70% nas férias, pagamento de 200% nos fins de semana e o vale-peru de R$ 2,5 mil. Eles também criticam a ausência de proposta de reajuste baseada na inflação e afirmam que não devem ser responsabilizados pela situação econômica da empresa.

Em nota, o Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares de São Paulo, Grande São Paulo e zona postal de Sorocaba (Sintect-SP) disse que aguardava uma proposta da empresa desde julho, mas sem sucesso. “Todos estão cansados da enrolação que se estende desde o mês de julho, quando foram apresentadas as reivindicações, e da insistência na afirmação de que não há viabilidade financeira no orçamento para cobrir as necessidades dos Correios.”

O sindicato diz que “a categoria não vai aceitar ser penalizada por uma crise que não foi ela que criou, exige aporte já, reajuste salarial e nos benefícios econômicos retroativo a agosto, manutenção de todos os direitos e melhores condições de trabalho”.

A posição dos Correios

Corte de benefício amplia tensão com funcionários, que manifestam intenção de greve | Foto: Divulgação/Sintect Correios
Corte de benefício amplia tensão com funcionários, que manifestam intenção de greve | Foto: Divulgação/Sintect

A direção dos Correios alega que a crise financeira inviabiliza a concessão dos benefícios solicitados. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) começou, na última quinta-feira, 11, uma série de reuniões de mediação entre a estatal e os sindicatos, buscando um consenso para o novo acordo coletivo.

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Na semana passada, duas reuniões foram realizadas, seguidas de mais três encontros na segunda-feira 15 e terça-feira 16. Durante as tratativas, a empresa propôs reajuste pela inflação e aceitou parte das reivindicações, mas manteve a recusa ao vale-peru, o que levou à rejeição da proposta pelos trabalhadores.

Desde que Lula assumiu a presidência, os Correios reverteram o quadro de lucro e passaram a acumular prejuízos. O agravamento do déficit financeiro, que chegou a R$ 6,1 bilhões até setembro, levou os Correios a tentarem empréstimos de R$ 20 bilhões e, agora, de R$ 12 bilhões, ambos para integrar o plano de reestruturação em análise no Ministério da Fazenda.

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1 comentário
  1. Francisco de Assis Lacerda Sales
    Francisco de Assis Lacerda Sales

    A culpa deve ser do Presidente Bolsonaro.

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