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Brasil

Ypê retoma reembolso por Pix enquanto tenta reverter veto da Anvisa

Fabricante afirma que legislação brasileira não estabelece limite microbiológico para produtos de limpeza

Anvisa
Produtos Ypê | Foto: Divulgação | Foto: Divulgação

A Ypê voltou atrás nesta sexta-feira, 15, e decidiu retomar o reembolso via Pix para consumidores que compraram detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes do lote final 1 fabricados em Amparo (SP). A decisão ocorre em meio à crise envolvendo a suspensão da produção e venda de parte dos produtos da empresa pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Mais cedo, a fabricante havia informado que suspenderia os pagamentos porque não pretendia mais recolher os produtos. Horas depois, porém, a companhia divulgou nota afirmando que manteria o ressarcimento “em alinhamento com a Anvisa” e para preservar a satisfação dos consumidores.

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A decisão da Anvisa foi oficializada no Diário Oficial da União na última sexta-feira, 19 | Foto: Reprodução/Flickr
Anvisa decidiu manter a suspensão da Ypê nesta sexta-feira, 15 | Foto: Reprodução/Flickr

Os valores variam conforme o item: R$ 2,99 para detergentes líquidos de 500 ml, R$ 13,99 para desinfetantes e R$ 19,99 para lava-roupas líquidos. Para solicitar o pagamento, o consumidor precisa preencher formulário no site da empresa e apresentar nota fiscal ou foto do lote.

Ypê contesta regra da Anvisa

A crise ganhou novo capítulo depois de a Anvisa manter a suspensão da produção e venda das linhas afetadas. A agência também determinou que a empresa apresente um plano de gerenciamento dos produtos já distribuídos no mercado.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, o diretor jurídico da Química Amparo, Sergio Pompílio, afirmou que o Brasil não possui uma regra específica para limite microbiológico em produtos de limpeza. Segundo ele, diferentemente do que ocorre com cosméticos e itens de higiene pessoal, não há norma que proíba a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa nesses produtos.

+ Leia também: “A polarização chega às gôndolas“, artigo de Rachel Díaz e Artur Piva, publicação na Edição 322 da Revista Oeste

A Anvisa confirmou que não existe um limite numérico específico, mas afirmou que as regras de boas práticas de fabricação exigem prevenção contra contaminação microbiológica. A agência sustenta que o problema indica falhas no processo produtivo da empresa.

Empresa calcula prejuízo milionário

Segundo a Ypê, todos os produtos fabricados entre janeiro e março deste ano permanecerão em quarentena até a conclusão de novos laudos laboratoriais. A companhia calcula prejuízo médio de R$ 10 milhões por dia com a paralisação parcial das operações.

A fabricante também informou que cerca de 3 mil funcionários das linhas afetadas trabalham atualmente na adequação dos processos produtivos exigidos pela Anvisa

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2 comentários
  1. Rosely M G Goeckler
    Rosely M G Goeckler

    Anvisa parece querer arrastar a situação!

    Parece Pura perseguição! Não foi o q o DesGoverno fez com as denúncias sobre a BYD!

    Pura perseguição
    Recomendo à Ypê: mude-se para o Paraguai!🇵🇾

    Não pedirei ressarcimento!

  2. Manoel
    Manoel

    Bem que eu gostaria de saber quanto custou a ipe esse tiro no pe

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