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VoePass adia coleta de pertences das vítimas da queda de avião em Vinhedo (SP)

Decisão foi tomada depois de um pedido do Instituto de Criminalística para realizar uma nova inspeção no local do acidente

Destroços do avião que caiu em Vinhedo e matou 62 pessoas que estavam a bordo
Destroços do avião que caiu em Vinhedo e matou 62 pessoas que estavam a bordo | Foto: Reprodução redes sociais

A companhia aérea VoePass adiou a coleta dos pertences das vítimas da queda de avião em Vinhedo (SP) na última sexta-feira, 9. A decisão foi tomada depois de um pedido do Instituto de Criminalística para realizar uma nova inspeção no local.

A queda do avião em Vinhedo resultou na morte de 62 pessoas, sendo 58 passageiros e quatro tripulantes. Até a tarde desta segunda-feira, 12, peritos do Instituto Médico Legal (IML) tinham identificado 27 vítimas e entregado 12 corpos às famílias.

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Em nota enviada ao jornal Poder360, a VoePass informou que aguarda a visita do Instituto de Criminalística, que solicitou uma nova verificação na área” onde o avião despencou, no condomínio residencial Recanto Florido, localizado em Vinhedo.

“A companhia aguardará até que tenha a permissão das autoridades para, então, estimar o prazo final do processo de retirada dos destroços”, acrescentou a companhia aérea.

A VoePass também informou que contratou um serviço especializado para retirar, descontaminar, catalogar e identificar os pertences pessoais das vítimas, que serão devolvidos aos familiares “em momento oportuno”.

+ VoePass aciona seguradora para indenizar famílias das vítimas do acidente em Vinhedo (SP)

O turboélice ATR-72 da Voepass operava o voo 2283, de Cascavel (PR) ao Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). A aeronave caiu por volta das 13h20 em Vinhedo, a 70 km do destino. Não houve sobreviventes. Este é o acidente mais grave na aviação comercial brasileira desde 2007.

Em nota, a companhia aérea expressou “profunda dor” pelo acidente. “A equipe da Voepass Linhas Aéreas segue direcionando seus esforços para apoiar de forma irrestrita as famílias das vítimas, a fim de prover não só estrutura operacional, mas também conforto e solidariedade, além de contribuir com as investigações junto às autoridades competentes”, publicou.

Perícia das caixas-pretas de avião que caiu em Vinhedo

Nesta segunda-feira, 12, as investigações preliminares das caixas-pretas do avião que caiu em Vinhedo (SP) foram concluídas pelo Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), da Força Aérea Brasileira (FAB).

“Toda a gravação das duas caixas-pretas, de voz e de dados, foi codificada com sucesso”, afirmou o brigadeiro Marcelo Moreno, chefe do Cenipa. A análise do material foi iniciada no sábado 10, depois de transferência das caixas-pretas do avião para Brasília.

Nesta segunda fase, de análise de dados, serão examinadas as atividades relacionadas ao voo, ao ambiente operacional e aos fatores humanos, bem como um estudo pormenorizado de componentes, equipamentos, sistemas, infraestrutura, entre outros.

Os dados das caixas-pretas incluem as gravações das conversas na cabine nos minutos finais do voo 2283. Contudo, ainda não há previsão de entrega do relatório preliminar das investigações. O prazo para divulgação é de 30 dias.

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