A influenciadora digital Virginia Fonseca virou alvo de uma investigação da Polícia Federal (PF), segundo reportagem publicada pela revista piauí nesta terça-feira, 2. A apuração envolve movimentações financeiras, contratos publicitários e empresas ligadas à influenciadora.
A PF teria colocado a influenciadora na mira das investigações ao identificar movimentações suspeitas depois da convocação de Virginia para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets, encerrada sem a aprovação do pedido de indiciamento de 16 pessoas, incluindo a influencer.
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Relatórios apontam movimentações financeiras
Documentos analisados pelos investigadores levantaram dúvidas sobre movimentações envolvendo a Talismã Digital, empresa de mídias digitais mantida por Virginia e seu ex-marido, o cantor Zé Felipe. Conforme a publicação, a empresa teria recebido cerca de R$ 22 milhões entre março e setembro de 2024, principalmente por transferências via Pix e TED.
O principal depositante dos valores está enquadrado no Simples Nacional, regime tributário voltado a empresas de menor porte, o que chamou a atenção das autoridades.
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Informações sobre a Wpink Suplementos Nutricionais e a WePink Cosméticos também aparecem na investigação.
No caso da Wpink Suplementos Nutricionais, a piauí afirma que um relatório encaminhado ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) registrou movimentações de R$ 43,6 milhões em créditos e R$ 43,5 milhões em débitos entre janeiro e março de 2025. O volume movimentado teria sido considerado incompatível com o faturamento informado pela empresa.
Já em relação à WePink Cosméticos, a revista relata que o Coaf identificou operações consideradas suspeitas envolvendo a Savi Cosméticos S.A., razão social da marca.
Entre novembro de 2023 e maio de 2024, o Coaf registrou 190 operações que somaram cerca de R$ 500 mil. Os depósitos ocorreram em caixas eletrônicos de diferentes agências bancárias.
Reportagem cita origem da WePink
A piauí detalha também a origem da WePink e afirma que a empresa surgiu a partir da Pink Lash, rede de estética criada pelo casal Samara Cahanovich Martins e Thiago Stabile.

Segundo a publicação, a antiga sociedade contou com participação da empresária Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”, viúva de Wagner Ferreira da Silva, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A revista afirma que Mori declarou ter investido recursos na criação da empresa em 2017. A reportagem também relata que Virginia participou de eventos da marca antes da criação da WePink.
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