A Força Aérea Brasileira (FAB) deu um tiro de aviso para forçar o pouso de um avião de pequeno porte que sobrevoava sem autorização a região da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, numa Zona de Identificação de Defesa Aérea (Zida). O fato ocorreu na manhã da segunda-feira 29 e o piloto, depois de ser forçado a parar, fugiu.
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A FAB postou no YouTube um vídeo da operação na qual o Cessna 182 foi interceptado, num ponto que fica a 110 quilômetros de Boa Vista, capital de Roraima.
Três aviões da força aérea participaram da missão. A suspeita é que o Cessna estivesse a serviço do tráfico de drogas. De acordo com a FAB, o descumprimento da ordem de pouso enseja um tiro de advertência. “Após descumprimento das ordens do piloto da FAB, foi necessário que a defesa aérea realizasse o Tiro de Aviso (TAV). Nesse momento, a aeronave fez um pouso em uma pista de terra.”
Militares do Grupamento de Segurança e Defesa da Base Aérea de Boa Vista (GSD-BV) e agentes da PF foram até o local, mas o piloto não foi encontrado. A aeronave foi apreendida.

Lideranças indígenas reclamam de falta de assistência
A Zida foi criada por decreto presidencial no final de janeiro do ano passado, com a intenção de aumentar o combate ao garimpo ilegal na região demarcada dos ianomâmis.
Em janeiro do ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou emergência na região em razão da malária e da violência. Entretanto, um ano depois, lideranças indígenas ainda reclamam da fraca presença do Estado e da insuficiência de ações para reverter o que governo petista chamou de “genocídio”. No ano passado, 308 indígenas morreram no território, número apenas 10% menor do que as 343 mortes registradas em 2022.
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A região dos ianomâmis tem 9,6 milhões de hectares no Amazonas e em Roraima e faz fronteira com a Venezuela. Para agravar o problema, uma greve dos servidores do Ibama está fazendo com que parte da fiscalização ambiental na área seja prejudicada.






































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