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Universidade é condenada por não atualizar dados de estudante trans

Instituição terá de pagar R$ 5 mil de indenização por danos morais

Tribunal de SP decide favorável a aluno trans
Palácio da Justiça de São Paulo | Foto: Divulgação/TJSP

A 30ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a decisão que obriga uma universidade a atualizar os registros de um estudante trans em todos os sistemas. A ação ocorreu em novembro de 2024, mas foi divulgada na terça-feira, 14.

A instituição também foi condenada a pagar R$ 5 mil, por danos morais.

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Depois da transição de gênero, a pessoa trans atualizou sua documentação oficial e solicitou à universidade que adotasse seu novo nome civil. Contudo, mesmo depois do pedido, a universidade continuou utilizando o nome incorreto em alguns comunicados e sistemas internos, o que levou ao processo judicial.

A universidade argumentou que já havia iniciado a atualização dos dados, mas que a implementação completa em todos os sistemas demandava mais tempo. A instituição negou qualquer intenção de causar constrangimento.

Magistrado defende indenização para estudante trans

O desembargador Marcos Gozzo, relator do recurso, considerou evidente o uso inadequado do nome do estudante. Ele disse que a indenização não só visa a reparar os transtornos sofridos, mas também prevenir novas infrações.

Leia também: “A misoginia violenta do movimento trans”, artigo de Tom Slater, da Spiked, publicado na Edição 173 da Revista Oeste

“A indenização deve abarcar não só a efetiva reparação pelos transtornos, mas também favorecer o desestímulo ao desrespeito da legislação e da própria parte, cumprindo assim sua finalidade axiológica, com a necessidade de imposição de uma sanção ao ofensor para evitar a reincidência”, afrimou Gozzo.

O Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação da universidade e ordenou a atualização imediata dos dados do aluno em todos os sistemas e reafirmou o pagamento da indenização de R$ 5 mil.

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5 comentários
  1. Ricardo Villas
    Ricardo Villas

    Me envergonho da justiça brasileira. É um absurdo atrás do outro.

  2. Christian
    Christian

    Não dá para crer. Já estava nãs mãos de um desembargador ? Aqueles que ganham supersalários ?

  3. Sophiê Farôl Gonçalves de Oliveira
    Sophiê Farôl Gonçalves de Oliveira

    RESPEITE AS MINAS, AS MANAS, AS MONAS!

  4. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    A idiotice, quando não o crime de fato, aliados ao Judiciário, por certo fazem de tudo para impor suas alienações, falta de preparos, mecanismos, processos e tempo necessário para determinadas ocorrências …, e, por certo, ainda tiram dinheiro da coisa pública; i.e., de nossos impostos, quando for o caso!

    1. Sophiê Farôl Gonçalves de Oliveira
      Sophiê Farôl Gonçalves de Oliveira

      RESPEITE AS MINAS, AS MANAS, AS MONAS!!!!!!

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