O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou um prazo de dez dias para que o Ministério da Saúde forneça informações sobre a negociação envolvendo a compra da vacina indiana Covaxin pelo governo federal. O pedido de esclarecimentos foi formulado nesta segunda-feira, 5, pelo ministro Benjamin Zymler.
Ele pediu ao ministério o envio de cópias de todos os documentos e atas de reuniões relacionados às negociações para a compra da vacina indiana contra a covid-19. Caso o material não seja apresentado dentro do prazo sem justificativas, estará configurada “irregularidade grave passível de ensejar a aplicação de multa”, segundo o tribunal.
Receba nossas atualizações
Leia mais: “Bharat Biotech afirma que preço pago pelo Brasil é compatível com outros países”
Em seu despacho, o ministro do TCU pede ao ministério que esclareça por que fixou o valor por dose da vacina em US$ 15 no acordo firmado com o fabricante da Covaxin. Zymler cita que havia uma proposta anterior de US$ 10 por dose, registrada em uma reunião no dia 20 de novembro do ano passado.
Leia também: “Deputado afirma que alertou Bolsonaro sobre irregularidades na compra da Covaxin”
Como Oeste informou, a Bharat Biotech, empresa responsável pela produção da vacina indiana, afirmou que pratica preços “transparentes” em todas as exportações de doses do imunizante contra a covid-19. Segundo a companhia, o valor pago pelo governo brasileiro para adquirir a vacina segue valores definidos na tabela estipulada para o mercado internacional e é compatível com o que foi desembolsado por outros países.
Leia mais: “Rosa Weber autoriza inquérito para investigar Bolsonaro no caso Covaxin”
“A Bharat Biotech tem sido consistente e transparente em seus preços da Covaxin para fornecimentos a governos internacionais, o que foi indicado entre US$ 15 e US$ 20 por dose, como já anunciado publicamente”, informou a empresa em um comunicado divulgado no fim de junho. “Os suprimentos foram feitos para vários países nestes pontos de preços e vários países adicionais estão aguardando remessas nas semanas e meses que virão.”
Leia também: “Anvisa suspende análise de uso emergencial da Covaxin por falta de documentos”






































Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.