O Superior Tribunal de Justiça negou, nesta sexta-feira, 24, o habeas corpus para libertar Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei. O empresário foi preso na Operação Narcofluxo, da Polícia Federal (PF).
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Na quinta-feira 23, a Justiça Federal, ao atender à solicitação da PF, converteu em prisão preventiva as detenções de 36 pessoas investigadas em uma operação de combate a crimes financeiros. Entre os nomes estão os funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além de outros influenciadores digitais. Três investigados seguem em prisão domiciliar, com medidas cautelares mantidas.
Justificativa da prisão preventiva do dono da Choquei
O Ministério Público Federal endossou o pedido da PF, que resultou na transformação das prisões temporárias em preventivas. O juiz federal Roberto Lemos dos Santos, responsável pela decisão, afirmou que as investigações mostram indícios de envolvimento dos criminosos em movimentações de grandes somas ilícitas que totalizaram mais de R$ 1,6 bilhão. O esquema envolveria tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e uso de criptoativos em operações complexas.
No despacho, o magistrado destacou que há provas materiais dos crimes listados, como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa. Ele afirmou que a prisão preventiva é indispensável para proteger a ordem pública e econômica. Também sublinhou a capacidade do grupo de retomar as atividades criminosas rapidamente.
“A necessidade de interrupção do ciclo delitivo de organizações criminosas, tal como verificado na espécie, é fundamento idôneo para justificar a custódia cautelar com fulcro na garantia da ordem pública”, declarou Santos, segundo o UOL.
O juiz ressaltou ainda que libertar os investigados neste momento poderia permitir manipulação de provas digitais e movimentação de ativos. A decisão, segundo o magistrado, prejudica o andamento das apurações, que seguem sob sigilo.
Os advogados dos detidos afirmaram que havia expectativa de soltura na tarde de quinta-feira, mas o novo pedido da PF frustrou essa possibilidade. “Foi um choque muito forte”, disse Aury Lopes Junior, defensor de Henrique Viana, conhecido como “Rato”, segundo o UOL.
A PF apresentou o pedido depois de a Justiça Federal conceder alvarás de soltura para 33 investigados, presos desde 15 de abril. O STJ havia reconhecido “flagrante ilegalidade” na prisão temporária de 30 dias, já que o pedido original da corporação previa cinco dias. A decisão do ministro Messod Azulay Neto determinou que o habeas corpus fosse estendido a todos os presos na operação em situação semelhante.
Detalhes da operação e atuação dos investigados
Segundo a PF, MC Ryan é considerado líder e principal beneficiário do esquema. O funkeiro teria utilizado empresas do ramo musical e de entretenimento para misturar receitas lícitas e valores de apostas ilegais e rifas digitais. A investigação sugere que ele transferiu ativos para familiares e operadores financeiros e adquiriu bens de alto valor, como imóveis, carros de luxo e joias, para lavar dinheiro.
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No total, 90 mandados judiciais foram cumpridos no Distrito Federal e em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás. MC Poze foi localizado em um condomínio de luxo no Rio de Janeiro, enquanto MC Ryan SP foi preso na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, litoral paulista.




Perfil da Choquei posta nota oficial e nega vínculo com organização criminosa 



































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