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Perfil da Choquei posta nota oficial e nega vínculo com organização criminosa

Publicação desta terça-feira, 21, foi o 1º pronunciamento depois da prisão do dono da página, Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos

Choquei | O dono do Choquei, Raphael Sousa, disse à revista piauí que decidiu não renovar o contrato com a Banca Digital porque gostaria de ter mais controle sobre os negócios | Foto: Reprodução/Redes sociais
O dono do Choquei, Raphael Sousa | Foto: Reprodução/Redes Sociais

A defesa jurídica da página Choquei divulgou um posicionamento público nesta terça-feira, 21, depois da prisão do fundador Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos. Ele é alvo de investigação por supostas transações ilícitas que somam R$ 1,6 bilhão.

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No comunicado, os advogados asseguraram que a empresa nunca praticou irregularidades nem teve contato com organizações criminosas. A equipe jurídica da Choquei também declarou acreditar na inocência de Raphael, que, segundo eles, “será demonstrada perante as autoridades competentes”, conforme nota oficial enviada à imprensa.

Atuação da Choquei e defesa contra acusações

Dono da choquei
O perfil da Choquei reúne cerca de 27 milhões de seguidores no Instagram e 9 milhões no X | Foto: Reprodução: Instagram/@raphaelsoux

O perfil, presente há mais de dez anos no segmento digital, afirmou que sua atuação se restringe à cobertura da cultura pop, entretenimento, música, cinema e cotidiano artístico brasileiro. De acordo com a defesa, todos os contratos de publicidade seguem as normas do mercado e a legislação vigente para a atividade publicitária.

Os advogados reforçaram que não existem ligações com delitos ou prestação de serviços fora dos parâmetros legais. “À luz dessas considerações, a página Choquei nunca manteve qualquer vínculo com organização criminosa, tampouco prestou serviços com finalidade diversa daquela inerente à sua atividade econômica lícita, consistente em publicidade e marketing digital, nos termos da legislação aplicável”, afirmou a defesa em nota.

Leia mais: “Cinema palaciano”, artigo de Guilherme Fiuza publicado na Edição 318 da Revista Oeste

O comunicado também esclareceu que as relações profissionais da Choquei no contexto investigado se limitaram à contratação regular de serviços publicitários. A empresa informou que suas parcerias sempre se restringiram à divulgação de trabalhos artísticos, musicais e de influenciadores digitais, assim como ocorre com outros clientes do setor.

Sobre as acusações de envolvimento em tentativas de influenciar investigações policiais, a defesa declarou “que o Sr. Raphael jamais teve conhecimento de eventual intenção por parte de quaisquer dos investigados de utilizar as postagens realizadas pela página com o propósito de influenciar, mitigar e/ou abafar eventuais apurações ou crises pelas autoridades policiais”, afirmou o jurídico. “Inexiste, portanto, qualquer ciência ou participação em finalidade diversa da estritamente publicitária.”

Ao final do comunicado, a defesa reiterou confiança no Judiciário nacional e afirmou acreditar que a legalidade da atuação de Raphael será reconhecida.

Origem da página e detalhes da investigação

Raphael Sousa Oliveira, natural de Goiás, criou a página Choquei em 2014 inicialmente como passatempo. O perfil conquistou notoriedade ao ampliar a cobertura sobre famosos e celebridades, o que levou Raphael a abandonar o antigo emprego.

A Operação Narco Fluxo, que levou à prisão do dono da página e de outras figuras, tem o objetivo de desmantelar uma rede acusada de movimentar quantias ilícitas, inclusive em criptoativos, tanto no Brasil quanto no exterior. Segundo a investigação, o grupo utilizava a indústria fonográfica para ocultar e dissimular valores e operava com grandes quantias em dinheiro vivo e transferências digitais.

Leia também: “Jornalismo sem credibilidade”, reportagem de Edilson Salgueiro publicada na Edição 318 da Revista Oeste

No total, a operação cumpriu 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos (SP). As ações ocorreram no Espírito Santo, em Goiás, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Maranhão, Paraná e no Distrito Federal. Nesses Estados, agentes apreenderam dinheiro, documentos e equipamentos eletrônicos, que servirão às investigações.

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