A Justiça autorizou, nesta quinta-feira, 23, a prisão preventiva de MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e de outros investigados na Operação Narcofluxo. A decisão atendeu a um novo pedido da Polícia Federal (PF) e ocorreu horas depois de o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder habeas corpus aos suspeitos.
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A 5ª Vara Federal de Santos (SP) também determinou a prisão de 36 pessoas. O grupo já havia sido detido durante a operação.
A PF solicitou a conversão das prisões provisórias em preventivas sob o argumento de que surgiram novos elementos ao longo da investigação. Segundo a corporação, há risco de continuidade das atividades ilícitas e possibilidade de interferência na apuração, como destruição de provas ou alinhamento de versões entre os investigados.
Decisão da Justiça
Antes da nova ordem de prisão, o ministro Messod Azulay Neto, do STJ, havia determinado a soltura dos investigados. Ele considerou irregular a manutenção da prisão por 30 dias. Segundo o magistrado, a própria PF havia solicitado inicialmente prazo de cinco dias, já encerrado no momento da análise.
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A decisão beneficiaria nomes como MC Poze do Rodo e os influenciadores Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei. No entanto, com a nova decisão judicial, o grupo permanecerá detido.
A investigação se baseia em provas reunidas em operações anteriores, como Narco Bet e Narco Vela, deflagradas em 2025. Os dados analisados vieram de arquivos armazenados em nuvem, vinculados ao contador Rodrigo de Paula Morgado, apontado como operador financeiro do grupo.
A PF cruzou extratos bancários, registros societários e comunicações para identificar uma estrutura voltada à lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, o grupo atuava com divisão de funções, incluindo captação, movimentação e redistribuição de recursos.
A PF atribui a MC Ryan SP papel de liderança e principal beneficiário econômico em esquema que pode ter movimentado mais de R$ 1,6 bilhão. Os investigadores afirmam que o grupo usava empresas do setor de entretenimento para misturar receitas legais com valores ilícitos.
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A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 1,63 bilhão em bens e ativos, incluindo criptomoedas. Durante a operação, agentes apreenderam dinheiro em espécie, veículos de luxo, joias e equipamentos eletrônicos.
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