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Brasil

‘Só LGBT’: juiz da Bahia explica por que vetou a contratação de heterossexuais

Corregedor suspendeu o edital de estágio por 'preconceito reverso'

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Juiz Gomes vetou heterossexuais e acusou o corregedor de ser LGBT não assumido | Foto: Reprodução/YouTube/Thaisa Galvão

Em janeiro, o juiz Mário Soares Caymmi Gomes, titular da 12ª Vara das Relações de Consumo em Salvador, na Bahia, abriu edital de três vagas de estágio somente para pessoas LGBT, excluindo os heterossexuais. A seleção foi suspensa pelo corregedor José Rocha Rotondano. Em entrevista recente, o juiz Gomes explicou o motivo da exclusão dos héteros.

“Como medida afirmativa de promoção da diversidade de gênero e de orientação sexual no âmbito do Poder Judiciário do Estado da Bahia, esta seleção estará restrita às pessoas que, ao se candidatarem, se autodeclarem LGBTQIAPN+”, dizia o edital, que também deu preferência para pessoas transexuais, não binárias e negras. “Inscrições sem essa declaração não serão admitidas”, completou. O corregedor Rotondano suspendeu o edital sob argumento de que se tratava de “preconceito reverso” contra a população heterossexual.

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Juiz vetou heterossexuais porque faz parte da comunidade LGBT

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Juiz baiano disse que ficou triste por ter seu edital de estágio só para pessoas da comunidade LGBT derrubado por um magistrado ‘gay não assumido’ | Foto: Freepik

O juiz Gomes é gay e, por isso, decidiu destinar as vagas à comunidade LGBT. “Não sou um juiz menor por ser gay, não me sinto abaixo de ninguém, não me sinto coagido a fazer nada que os outros colegas também fazem”, disse Gomes ao jornalista Luís Ganem. “Então, se eles podem escolher pessoas cisgênero, heterossexuais, eu também me sinto no direito de reservar as minhas vagas, com quem eu quero trabalhar para pessoas não-binárias, gays, sapatão… Todo mundo que faz parte desse espectro”, completou.

Juiz Mário Gomes conta por que vetou os heterossexuais

O juiz Gomes também acusou o corregedor Rotadano de ser um gay não assumido. Além disso, Gomes disse que Rotondano teve um caso com seu marido antes de eles se conhecerem .“O incômodo em relação a essa história toda é que essa determinação tenha vindo de um corregedor que é gay, ainda que ele não se assuma”, disse Gomes.

“Mas já que estamos tratando desse tema relevante, isso não é fofoca, eu acho que isso tem a ver com o caso. Eu sei que ele é gay porque ele teve um caso com o meu marido antes do meu marido me conhecer. Ele morou com um rapaz que foi eleito (não sei se ainda é) vereador da cidade Mata de São João”, acusou o magistrado.

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36 comentários
  1. pedro carlos lauffer neto
    pedro carlos lauffer neto

    caramba…. ambos brigando por homem… ai ai meu marido… não sei o que pensar sobre o rumo dessa sociedade… não sei mesmo…. mais adiante veremos se sobra algo que preste.

  2. Carlos
    Carlos

    “Só LGBT” ? E o resto das letrinhas, não teriam direito ? Olha a discriminação !

  3. Luís Fernando Belix
    Luís Fernando Belix

    Deveriam escolher por competência e, sendo juiz, respeitar e entender o artigo 5 da CF/1988.

  4. Tanit Figueiredo Souza Mario
    Tanit Figueiredo Souza Mario

    Que baixaria! Qual é a isenção desse senhor para atuar como juiz?

  5. FERNANDO
    FERNANDO

    O JURÍDICO BRASILEIRO, PRECISA DE UMA RIGOROSA RECICLAGEM MAIS DO QUE URGENTE!!!!

  6. THIAGO LUI REGIANI
    THIAGO LUI REGIANI

    saudades de um tempo em que a magistratura era algo quase como um sacerdócio… uma pessoa vocacionada..
    direcionada a um propósito… e em favor deste propósito elevado estar disposto a abrir mão de preferências pessoais, convívio social explícito….

  7. Paulo
    Paulo

    Os cargos de magistrado deveriam ser designados apenas a pessoas que se portam de forma imparcial e isenta, baseando-se única e exclusivamente na lei. É um cargo que demanda decoro, constância e moralidade. A partir do momento que um juiz demonstra claramente pender para algum lado do espectro político, seja esquerda ou direita, pra mim já perde a credibilidade. O que esse senhor fez foi filtrar seus estagiários, não pela competência ou mérito, mas por ideologia. Duvido que ele contrataria algum gay ou negro de direita por exemplo. Além disso expos publicamente, de forma vexatória, um colega de profissão. Notícia muito triste.

  8. Indignado
    Indignado

    Posso estar enganado, mas creio que isso se chama prevaricação.

  9. Ana Cláudia Chaves da Silva
    Ana Cláudia Chaves da Silva

    Nossa, que juiz patético! O Brasil vai de mal a pior….

  10. Osvaldo Colarusso
    Osvaldo Colarusso

    “Isso ” aí virou juiz, com esse palavreado, com esse tipo de fofoca. Brasil descendo a ladeira

  11. Roger Moreira de Paula
    Roger Moreira de Paula

    Aqueles que deveriam aplicar a lei agora a descumprem. Na minha cidade, antigamente, existia uma prática ilegal na contratação de funcionários. Como possuímos uma grande comunidade de orientais na cidade, vários comerciantes (orientais) anunciavam vagas só para niceis (descendentes de orientais que falavam japonês). Isto acabou porque é ilegal. Agora este pseudo juiz quer aplicar esta ilegalidade? Que Deus nos ajude!!!!

  12. XY / XX
    XY / XX

    Quando vivem na contramao da Palavra de Deus, nao existe um comentario que possa discordar ou tentar desvendar qual é o misterio desses elegidos estarem lutando contra DEUS.

  13. roberto ramos de azevedo
    roberto ramos de azevedo

    Esse cidadão não parece entender o que é ser juiz. Qual a garantia, depois deste quiproquó, de que vá ser isento em causas envolvendo gays, os quais acabou de favorecer em detrimento de outros brasileiros, usando o judiciário para tanto. Me corrijam se entendi errado mas o judiciário não propriedade de ninguém .

  14. Caçador
    Caçador

    Serginho Gafanhoto, há esperança pra vc, na Bahia. Vai que é tua … kkkkkkk

  15. Otário Subjugado
    Otário Subjugado

    O pior é que o canalha confessa que praticou um ato ilegal,inconstitucional e nada lhe acontece. Deveria ser imediatamente afastado de suas funções, haja vista que suas decisões e sentenças nunca serão imparciais, tenderão sempre para seu nocivo lado ativista. Fico imaginando se fosse um juiz hetero e assumido que fez. Seria alvo de um linchamento público, matéria de 20 minutos na globolixo onde todos os ‘comentaristas bibas’ da emissora logo o rotulariam de ser bozonarista e disseminador de ódio e violência contra as bibas desamparadas. E são esses idiotas falsos ativistas irresponsáveis que muitas vezes decidem a vida de uma pessoa.

  16. David Souza Silva
    David Souza Silva

    Já estou a pensar que o mundo não é redondo!
    É quadrado, habitado por algumas pessoas de cérebro triangular…..

  17. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    Cacilda só publicam minhas mensagens se eu enviar uma segunda

  18. João José Augusto Mendes
    João José Augusto Mendes

    Acho que a natureza fracassou na sua experiência com essa espécie denominada himana, então está na hora de dizima-la e começar tudo de novo.

    1. Ana Cláudia Chaves da Silva
      Ana Cláudia Chaves da Silva

      Outro dia pensei exatamente isso. Acho que o ser humano deu errado .

  19. Dercio Conceicao
    Dercio Conceicao

    “Diploma universitário, e também títulos acadêmicos ou cargos elevados em órgãos estatais (exemplos: no STF + STJ + TSE + AGU + CGU + CNJ + DPU + PF + ABI + CNBB + OAB + Bilionários + Imprensa Marrom), não ajuda a encurtar o tamanho das orelhas dos burros”.

    Barão de Itararé, 1895 – 1971, jornalista, escritor e pioneiro no humorismo político brasileiro.

  20. Paulo Sérgio Gusson
    Paulo Sérgio Gusson

    Realmente é o c do mundo este Brasil, judiciário protegendo bandidos, presidente criminoso e vai aí abaixo.

  21. Christian
    Christian

    Que promiscuidade misturar problemas pessoais com profissionais.
    Dar uma vantagem para o GÊNERO é muito mais prejudicial do que para a COMPETÊNCIA.

  22. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    =>”“Não sou um juiz menor por ser gay, não me sinto abaixo de ninguém, não me sinto coagido a fazer nada que os outros colegas também fazem”, disse Gomes ao jornalista Luís Ganem. “Então, se eles podem escolher pessoas cisgênero, heterossexuais, eu também me sinto no direito de reservar as minhas vagas, com quem eu quero trabalhar para pessoas não-binárias, gays, sapatão… Todo mundo que faz parte desse espectro”, completou.”<=.
    No texto acima fica claro o complexo do indivíduo!
    Separa o eles de nós, os heteros nos não heteros e, com o poder nas mãos, faz a única coisa que tem vontade de fazer: eliminar seus opostos!
    É triste, mas essa é a razão fundamental que move a infeliz esquerdalha; o complexo, o preconceito, a incapacidade de adequação à sociedade plural!
    Não podemos permitir!

  23. Ulisses Almeida Ramos
    Ulisses Almeida Ramos

    É o que temos pra hoje, me parece que s entrevista deveria ser feita pela Sônia Abrão

  24. Paulo Renato Versiani Velloso
    Paulo Renato Versiani Velloso

    Pensando bem, é até recomendável que alguém que não se enquadre nas condições estabelecidas por esse juiz, vá trabalhar no gabinete dele, simplesmente por não ter um ambiente de trabalho, no mínimo aceitável.

    1. Alessandra Azevedo Bornancin
      Alessandra Azevedo Bornancin

      Exato
      Se entrar um hetero é capaz de ser perseguido
      Um absurdo completo

  25. Roberto Gomes
    Roberto Gomes

    Isso me dá asco! O que tem a ver a competência com “”GÊNERO “” um gay pode ter competências como um hetero também. Esse juiz é um grande exemplo de MILITÂNCIA LGBTXTZQY+

  26. Vicente Pinheiro
    Vicente Pinheiro

    É evidente que esse sujeito está psicologicamente descompensado.

  27. Paulo
    Paulo

    Não se pode misturar vida privada com a pública, esse juiz deveria saber disso!

  28. Ivan Paulos Tomé
    Ivan Paulos Tomé

    Existe um ditado que diz: “Se você está espantado com isso, na Bahia já aconteceu”. Piadas a parte, o que é que o estado, declaradamente até por constituição, tem a ver com a vida íntima desse juiz, corregedor ou suas preferências ? É tipo um Feudo ou é a “burguesia estatal” se manifestando como e o estado fosse seu ?

    Voltando ao assunto, o critério pode ser muito subjetivo e de estado temporal das pessoas. Imagine uma pessoa bissexual que hoje está com parceiro homossexual e amanhã se apaixona por outra pessoa e que não haja mais relacionamento homossexual para satisfazer a condição. Esse juiz vai mandar embora essa pessoa, mesmo ela preenchendo as qualificações PROFISSIONAIS ?

    Da mesma maneira, o critério pode ser usado para preencher a vaga, mas o pior, não é isso, o pior, é que o estado em suas licitações, até constitucionalmente, não declara a obrigatoriedade profissional atrelada ou vinculada ao gênero, então temos um problema sério de responsabilidade em toda essa história.

  29. Marcelo De P. Santos
    Marcelo De P. Santos

    Pois é….saudade do tempo em que gay dava outra coisa apenas, ao invés de opinião…..

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