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Quem são os 4 policiais que morreram durante operação no Rio

Os agentes faziam parte da Polícia Civil e do Bope

Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, Rodrigo Velloso Cabral, Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca foram mortos durante operação contra o crime organizado no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução
Da esquerda: Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, Rodrigo Velloso Cabral, Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca foram mortos durante operação contra o crime organizado no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Redes sociais

Quatro policiais — dois civis e dois militares — morreram durante a Operação Contenção, deflagrada na terça-feira 28 nos complexos do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro. A ação terminou com 121 mortos, segundo o governo fluminense — a Defensoria Pública fala em 132 óbitos.

Os agentes mortos são o comissário Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, da 53ª Delegacia de Polícia (DP), em Mesquita); o inspetor Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, da 39ª DP, da Pavuna; e os sargentos Cleiton Serafim Gonçalves, de 42 anos, e Heber Carvalho da Fonseca, de 39 anos, ambos do Batalhão de Operações Especiais (Bope).

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Máskara tinha 26 anos de carreira e havia sido promovido a comissário na véspera da operação. Ele ingressou na Polícia Civil em 1999 e chefiava o setor de investigações da 53ª DP. Já Cabral, que estava na corporação havia menos de dois meses, era lotado na 39ª DP, responsável por uma das áreas mais violentas da zona norte.

De acordo com a Polícia Civil, Máskara e Cabral foram atingidos na chegada das equipes ao Complexo da Penha, quando traficantes do Comando Vermelho (CV) reagiram e montaram barricadas. Os dois chegaram a ser levados ao Hospital Estadual Getúlio Vargas, mas não resistiram.

Os sargentos, baleados em confrontos na Vila Cruzeiro, também foram socorridos ao hospital e morreram em decorrência dos ferimentos. Serafim ingressou na corporação em 2008 e deixa mulher e uma filha. Outro integrante do Bope, Fonseca, policial desde 2011, deixa mulher, dois filhos e um enteado.

Operação deixou mais de 120 mortos

operação no rio de janeiro - corpos na penha
Moradores levam ao menos 50 corpos para praça no bairro da Penha, zona norte carioca, depois de operação conduzida pela Polícia Militar do Rio de Janeiro | Foto: Pedro Kirilos/Estadão Conteúdo

A Secretaria de Polícia Militar do Rio de Janeiro e o Bope divulgaram notas de pesar em que destacam o “compromisso e a coragem” dos militares.

A Operação Contenção mobilizou 2,5 mil policiais, além de blindados e helicópteros, e teve como alvo lideranças do CV. O objetivo era cumprir cem mandados de prisão depois de mais de um ano de investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes.

Durante os confrontos, criminosos lançaram drones com explosivos, incendiaram barricadas e bloquearam vias como a Linha Amarela, a Grajaú–Jacarepaguá e a Rua Dias da Cruz, no Méier.

Reação e balanço

Além dos policiais, três civis foram baleados — um homem em situação de rua, uma mulher em uma academia e outro homem, atingido em um ferro-velho. Todos foram socorridos.

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Santos, afirmou que a operação “foi planejada com inteligência” e não contou com apoio federal. “Lamentamos profundamente as pessoas feridas, mas essa é uma ação necessária e que vai continuar”, declarou.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, disse que não recebeu pedido do Estado do Rio de Janeiro para apoio à operação. O Centro de Operações da prefeitura informou que a cidade voltou ao estágio 1 nesta quarta-feira, 29, com todas as vias liberadas depois de mais de 12 horas de bloqueio.

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1 comentário
  1. MC75
    MC75

    Os policiais são heróis. Já os cento e tantos mortos do lado dos traficantes, são vítimas dos usuários, como disse o chefe da quadrilha.

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