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Projetos de lei propõem proibição de descarte de filhotes de aves e bovinos

As propostas do deputado Carlos Giannazi (Psol) visam a evitar o 'sofrimento animal' na indústria alimentícia

Nos casos dos filhotes de aves, por exemplo, o descarte de machos é proibido | Foto: Afra Ramió/Unsplash
Nos casos dos filhotes de aves, por exemplo, o descarte de machos é proibido | Foto: Afra Ramió/Unsplash

Dois projetos de lei sobre o descarte de filhotes de aves e bovinos estão em tramitação na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). As propostas, em análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), buscam evitar o “sofrimento animal” na indústria alimentícia.

No final de junho, uma audiência pública na Alesp reuniu especialistas e organizações de defesa dos direitos dos animais para discutir o tema. Os projetos são de autoria do deputado Carlos Giannazi (Psol).

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O Projeto 410/2023 proíbe o descarte de filhotes de aves machos recém-nascidos e exige a adoção de tecnologias de sexagem in ovo, que determinam o sexo antes do nascimento. Já o Projeto 210/2023 impede o “descarte cruel” de bezerros machos e fêmeas em qualquer fase da cadeia de suprimento de leite, exigindo a seleção prévia de embriões.

Ambas as propostas propõem alternativas ao descarte e à insensibilização dos animais para evitar sofrimento. “Esses projetos foram construídos coletivamente com o movimento de defesa do bem-estar animal”, explicou Giannazi, ao canal CNN. “O descarte ocorre quando esses animais não possuem valor econômico para a indústria.”

Prazo e condições da proteção aos filhotes

Três bezerros com etiquetas de identificação | Foto: Annie Spratt/Unsplash
O texto sobre os bezerros proíbe negligência, falta de alimentação, traumas, tiros ou qualquer forma de dor | Foto: Annie Spratt/Unsplash

A proposta que proíbe o descarte de pintinhos dá um ano a incubatórios e empresas de genética para se adéquem, desde que haja tecnologia de sexagem in ovo disponível comercialmente.

O descarte de ovos deve ocorrer até o sexto dia depois da incubação. Filhotes só podem ser descartados por risco à saúde pública, com laudo técnico de um veterinário e aprovação da autoridade sanitária estadual.

O texto sobre os bezerros proíbe negligência, falta de alimentação, traumas, tiros ou qualquer forma de dor. Empresas do setor têm até cinco anos para adotar técnicas como sêmen sexuado e garantir que a venda ou doação ocorra depois dos três meses de vida.

O transporte deve seguir boas práticas, e a eutanásia só pode ser feita por risco à saúde pública, com laudo técnico e protocolo da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Em caso de descumprimento, as multas variam de R$ 3,5 mil a quase R$ 18 mil, dobrando em caso de reincidência. Empresas também podem ter o alvará de funcionamento suspenso até a regularização das operações.

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5 comentários
  1. Luís Cláudio Portugal do Nascimento
    Luís Cláudio Portugal do Nascimento

    Amigos, com todo respeito e consideração, temos que admitir que o sofrimento animal (em especial, o sofrimento desnecessário, que a eles impingimos) não é moralmente aceitável, em hipótese alguma. A indústria animal fecha os olhos para esse sofrimento enorme (e verdadeiro) e embota nossa noção de certo e errado. Há que se considerar, também, que a contraposição que se faz com o aborto de embriões humanos não cabe aqui. São temáticas distintas, com implicações morais também diversas. Pessoalmente, sou absolutamente contra o aborto de embriões humanos e absolutamente contra o sofrimento que fazemos incidir sobre os animais. Tentar validar o sofrimento dos animais, observando que aqueles que defendem a extinção desse sofrimento tendem a também defender o aborto de embriões humanos não é argumentação racional válida. Se aqueles que defendem a primeira tese são hipócritas (como também acho que são), isso não depõe, em nada, contra a primeira tese (a da responsabilização moral por sofrimentos desnecessários aos animais).

    Está-se julgando se a tese da defesa da vida dos animais é válida ou não é. Não está em causa o padrão moral eventual dúbio daqueles (muitos dos quais, mas não todos, hipócritas) que a defendem. Isso apenas serve para desviar a atenção da questão dolorida e dolorosa de termos, sim, que eliminar o sofrimento dos animais que a eles infligimos. Não misturemos as coisas, desviando o foco, perdendo-nos na discussão sobre a hipocrisia muito evidente de alguns mensageiros. Não é isso que se discute. Discute-se o imperativo moral da mensagem, não as credenciais de alguns de seus mensageiros. Saudações muito especialmente fraternas a todos! Por um mundo vegano e mais amigo. Só isso.

  2. Arilto Alves Valente
    Arilto Alves Valente

    Se for filhote humano, uma injeção de potássio no coração pode.

  3. Dario Palhares
    Dario Palhares

    É, ué. Por que descartar pintinho macho? Deixa crescer e vende o galo. 40 minutos na panela de pressão, é uma delícia.

  4. Christian
    Christian

    Engraçado : Os PSOLISTAS defendem o ABORTO Humano, mas protegem os animais ?
    Como assim ????

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