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Praias de Santos estão impróprias para banho

Problema, segundo a prefeitura, está ligado à presença de esgoto irregular, que foi a provável causa do surto de virose na região

Praia de Santos imprópria surto virose
Problema afeta moradores e turistas da região | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

As sete praias de Santos, no litoral de São Paulo, foram classificadas como impróprias para banho neste domingo, 5, segundo informações da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) ao portal Terra.

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O problema, que afeta moradores e turistas, é atribuído por especialistas a questões como esgoto irregular e características geográficas da região. Cidades como Santos e Guarujá enfrentam um surto de virose nas últimas semanas, provavelmente causada por esse esgoto irregular.

Segundo a Prefeitura de Santos, a balneabilidade das praias está diretamente ligada ao modo como o esgoto é tratado, tanto localmente quanto nos municípios da Baixada Santista. A presença do porto e questões geográficas também foram mencionadas.

Nota da prefeitura sobre situação das praias e da água

Confira o comunicado da Prefeitura de Santos. No final, são citados três programas que a prefeitura santista tem realizado para melhorar o tratamento da água: Programa Detecta, Barreiras nos Canais e Beco Limpo.

Leia mais: “Surto de virose: Guarujá aciona a Sabesp por risco de vazamento de esgoto”

“A balneabilidade é medida a partir de análises feitas pela Cetesb. Elas levam em conta as últimas cinco semanas. Essa metodologia é feita durante todo o ano e um boletim, semanal, é publicado. Veja no link https://cetesb.sp.gov.br/praias/boletim-semanal/. Salientamos que o principal fator que determina os níveis de balneabilidade é a rede coletora de esgoto, de responsabilidade da Sabesp, com a qual a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade desenvolve várias ações conjuntas, visando apoiar a concessionária do serviço.

A Cidade possui 99% de ligação de esgoto e todo o sistema é interligado ao emissário submarino, que despeja o material, após tratamento, a 4,5 km do litoral. No entanto, a pasta entende que há uma relação direta entre a balneabilidade e o volume de tratamento de efluentes lançados por todos os emissários submarinos existentes nos demais municípios da Baixada Santista. No caso de Santos, há ainda questões geográficas a serem consideradas, notadamente o fato de praias estarem inseridas em uma baía, com conexão direta com o canal do porto e municípios vizinhos, dos quais sofrem influência direta, principalmente no que se refere às ligações irregulares e/ou clandestinas nestas cidades.

Vale ressaltar que as ações voltadas ao saneamento básico, condição fundamental para a balneabilidade das praias, são também uma prerrogativa da Sabesp, por meio de contrato com o Município.

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1 comentário
  1. Liberta Brasil
    Liberta Brasil

    Porque ao longo do ano não se verificou ou se preparou pra isso, minha OPINIÃO É QUE A PROPRIA PREFEITURA LANÇOU OS REJEITOS pra atrapalhar ou “evitar” aglomeração.

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