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Polícia de SP prende suspeita de lavar dinheiro do tráfico internacional

Investigada é apontada como operadora financeira de organização criminosa; operação paralela mira golpe do falso advogado

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A suspeita teve a prisão preventiva cumprida em Pindamonhangaba | Foto: Divulgação/Governo de SP

A Polícia Civil de São Paulo prendeu na segunda-feira, 18, uma mulher suspeita de atuar na estrutura financeira de uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas. Agentes da 2ª Delegacia de Capturas do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope) localizaram a investigada em Pindamonhangaba, no interior paulista.

Segundo a investigação, a Justiça Federal considerava a mulher foragida e já havia decretado sua prisão preventiva. Policiais monitoraram uma residência usada pela suspeita e realizaram a abordagem no momento em que ela deixava o imóvel.

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A investigação revela que a mulher exercia função estratégica na movimentação financeira da organização criminosa. De acordo com a polícia, ela teria participado de operações de ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro ligadas ao tráfico internacional.

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Os presos que se passaram por falsos advogados deverão responder por estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa | Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Investigada aparece em empresa ligada a avião com cocaína

Os investigadores também afirmam que a suspeita figura como sócia de uma empresa proprietária de uma aeronave apreendida pela Polícia Federal em abril deste ano, em Santa Rita do Araguaia. O avião transportava 470 quilos de cocaína.

Depois da prisão, os agentes encaminharam a mulher para audiência de custódia. Em seguida, ela deve seguir para um Centro de Detenção Provisória (CDP), onde ficará à disposição da Justiça.

Nesta terça-feira, 19, outra operação da Polícia Civil paulista também teve como alvo organizações criminosas. A ação, chamada SP Advocacia Mais Segura, resultou na prisão de oito suspeitos envolvidos no golpe do falso advogado.

Segundo as investigações, a quadrilha movimentou cerca de R$ 10 milhões em seis meses ao usar nomes de advogados e falsas decisões judiciais para enganar vítimas em diferentes regiões do Estado.

A polícia afirma que os criminosos entravam em contato com pessoas que tinham processos em andamento e solicitavam transferências bancárias sob a promessa de liberação de valores judiciais. Em alguns casos, o grupo utilizava tecnologia para reproduzir a voz de advogados reais.

As investigações revelam que o esquema tinha atuação estruturada e alcance nacional. Ao menos 12 vítimas já foram identificadas pela polícia.

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1 comentário
  1. Osmar Martins Silvestre
    Osmar Martins Silvestre

    Se a Justiça fosse confiável, se as pessoas acreditassem na honestidade e competência dos operadores da Justiça, esse tipo de golpe não prosperaria. O problema é que, com a “justiça” que temos, demorada, incompetente, venal, todos acreditam que um “por fora” ajuda a apressar e resolver o problema.

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