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Polícia Civil fecha fábrica de bebidas adulteradas em SP

Quarta etapa da Operação Poison Source resulta na detenção de idosa em Limeira

Autoridades sanitárias mantém vigilância sobre a ameaça das bebidas adulteradas | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde D
Autoridades sanitárias mantém vigilância sobre a ameaça das bebidas adulteradas | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde D

A Polícia Civil de São Paulo desmantelou um importante centro de falsificação de destilados em Limeira nesta quarta-feira, 1º. Agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) localizaram a estrutura clandestina, que servia como base logística para o fornecimento de mercadoria fraudulenta a lojistas do interior paulista. Durante a diligência, os policiais prenderam em flagrante uma mulher de 70 anos, identificada como a gestora da unidade por trás de bebidas adulteradas.

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O histórico familiar da suspeita chamou atenção das autoridades. O companheiro da idosa já se encontra sob custódia do sistema prisional, onde cumpre pena em regime semiaberto por delitos de natureza tributária e infrações contra o patrimônio. A ação atual cumpriu quatro ordens judiciais de busca e apreensão, concentrando as vistorias em endereços situados nos municípios de Limeira e Piracicaba.

Origem da investigação e provas digitais

A descoberta do galpão ocorreu logo que a 1ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar) concluiu a análise de aparelhos celulares confiscados em etapas anteriores. O exame de mensagens e dados revelou que os produtos vendidos em uma adega de Rio Claro provinham diretamente da fabricação ilegal em Limeira.

Essa nova investida faz parte da quarta fase da Operação Poison Source. O inquérito policial agora busca mapear a rede completa de distribuição e localizar outros comparsas que participam da manipulação dos líquidos e da comercialização dos rótulos.

Histórico da ofensiva policial

O combate ao mercado negro de bebidas alcoólicas apresenta resultados expressivos desde o segundo semestre do ano passado. Com a conclusão da primeira etapa em outubro, o Deic capturou um dos maiores distribuidores de insumos do país na zona norte da capital, apreendendo selos falsos do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e tampas clonadas. Naquela ocasião, as buscas se estenderam até depósitos de recipientes vazios localizados no Rio de Janeiro e em Goiás.

Em novembro, a segunda fase da operação mobilizou 21 mandados em seis Estados, resultando na prisão de cinco indivíduos. Logo que a terceira etapa foi deflagrada em Rio Claro, os agentes fecharam uma destilaria clandestina em um sítio e prenderam dois homens envolvidos na fabricação direta das bebidas. O monitoramento das rotas comerciais continua sob o comando da 1ª Divecar, para evitar que novos lotes adulterados cheguem ao consumidor final.

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