As cidades do interior de São Paulo registraram os menores índices de roubos e furtos de veículos da série histórica no primeiro bimestre de 2026. Segundo o governo do Estado, as ocorrências atingiram níveis inéditos desde 2001.
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Os roubos de veículos somaram 694 casos na soma de janeiro e fevereiro, contra 1.171 no mesmo intervalo de 2025. Os furtos também recuaram e chegaram a 3.945 ocorrências, o que representa redução de 12,9% e o menor volume para o período.
Ao mesmo tempo, as forças de segurança recuperaram 2.732 veículos no bimestre. No mesmo intervalo, as autoridades prenderam ou apreenderam 23.184 criminosos.
Em fevereiro, o número de roubos caiu de 570 para 322 ocorrências, o que representa recuo de 43,5%. Os furtos, por sua vez, diminuíram de 2.067 para 1.855 registros, com queda de 10,2%.
A região de Ribeirão Preto apresentou uma das maiores reduções no período. Os roubos de veículos passaram de 127 para 52 casos. Os furtos também recuaram, de 656 para 605 registros.
“A repressão aos receptadores, furtadores e assaltantes mostrou-se essencial, pois o combate à receptação desestrutura a cadeia criminosa como um todo”, disse Guilherme Germano, delegado-assistente da Polícia Judiciária de São Paulo. “Além disso, a integração entre as forças de segurança estaduais e municipais também foi determinante para o compartilhamento de informações e a realização de ações coordenadas, ampliando a eficiência das investigações e operações.”
O coronel Rodrigo Quintino, do Comando de Policiamento do Interior 3, também associou o uso de inteligência à atuação contra quadrilhas. “A redução é resultado de um trabalho estratégico integrado, que começa pela área de inteligência, com o acompanhamento e o monitoramento, além de operações focadas nas quadrilhas responsáveis”, afirmou.
Tecnologia amplia capacidade de monitoramento
Quintino destacou o uso da tecnologia como fator decisivo para os resultados. Nesse sentido, citou, como exemplo, a ampliação dos sistemas de monitoramento e o fortalecimento do programa Muralha Paulista.
O programa reúne milhares de câmeras distribuídas em diferentes pontos do Estado. O sistema integra leitores de placas, equipamentos de reconhecimento facial e dispositivos de monitoramento em tempo real.
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A rede integra bases de dados e cruza informações com o Banco Nacional de Mandados de Prisão, o que permite identificar automaticamente foragidos da Justiça por meio de reconhecimento facial.
Segundo o governo paulista, a tecnologia também contribui para o monitoramento do trânsito, localização de pessoas desaparecidas e a recuperação de veículos furtados e roubados.
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