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Polícia Civil ainda procura Oruam no Rio de Janeiro

Rapper é considerado foragido depois de violar o uso de tornozeleira eletrônica 66 vezes

Justiça Os crimes imputados a Oruam incluem tráfico, associação ao tráfico, lesão corporal, resistência qualificada, dano ao patrimônio público e desacato | Foto: Reprodução/X
Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, nome de batismo de Oruam | Foto: Reprodução/X

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro tenta localizar o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, na manhã desta quarta-feira, 29. O artista é considerado foragido desde o início de fevereiro, quando a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra ele. A ordem de prisão ocorreu logo que o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) revogou a liberdade do cantor.

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O ministro Joel Ilan Paciornik determinou a prisão devido ao descumprimento frequente das medidas cautelares. Oruam acumulou 66 ocorrências de violação no uso da tornozeleira eletrônica desde novembro de 2025. Somente em 2026, as autoridades registraram 21 falhas graves no monitoramento do artista.

Investigação e buscas no RJ

A investida faz parte da Operação Contenção, que mira a estrutura financeira do Comando Vermelho. A polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao rapper na Barra da Tijuca e em Jacarepaguá. A investigação, de um ano, mapeou como a facção utiliza dispositivos e contas de terceiros para ocultar bens e movimentar recursos ilícitos.

A defesa do cantor alega que as falhas na tornozeleira eletrônica ocorreram por problemas técnicos. No entanto, o magistrado do STJ entendeu que o histórico de desobediência compromete a eficácia da Justiça e justifica o retorno de Oruam ao cárcere. O cantor é filho de Marcinho VP, apontado como a principal liderança da organização criminosa.

Estrutura financeira na mira

Os agentes identificaram o envolvimento do artista após analisar dados extraídos de aparelhos eletrônicos e cruzar informações bancárias. A polícia detectou movimentações de dinheiro incompatíveis com a renda declarada pelos investigados. O sistema servia para reinserir dinheiro do tráfico no mercado formal por meio da compra de bens e pagamento de despesas.

O governo do Estado do Rio de Janeiro afirma que a operação busca desarticular a logística da facção. Até o momento, a ofensiva já resultou na apreensão de 190 fuzis e na captura de centenas de criminosos. A Polícia Civil continua o trabalho de buscas para prender Oruam, que segue com paradeiro desconhecido.

Leia também: “Polícia Civil mira família de Oruam em operação contra o CV”

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