A Polícia Federal (PF) cumpriu, nesta terça-feira, 10, a segunda fase da Operação Anomalia. A ação investiga agentes públicos suspeitos de extorquir integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV) no Rio de Janeiro.
Na ocasião, a PF prendeu preventivamente três policiais civis, incluindo um delegado. A corporação não divulgou, porém, as identidades dos detidos. Além deles, outro alvo de prisão já estava no sistema penitenciário.
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A investigação identificou movimentação patrimonial milionária considerada incompatível com os salários dos envolvidos. Eles são alvo de investigação por extorsão, corrupção e lavagem de dinheiro.
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Quem autorizou a operação foi o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n° 635. A ação, conhecida como ADPF das Favelas, busca restringir a letalidade policial em comunidades do Rio.
Esquema com o Comando Vermelho
Segundo a PF, uma autoridade policial e um agente civil lideravam o esquema. As negociações incluíam cobranças diretas e imposição de prazos aos alvos. Além disso, advogados atuariam como intermediários. Eles viabilizariam favores e pagamentos indevidos em dinheiro a servidores públicos em troca de informações e influência interna.
Ao todo, a operação prevê o cumprimento de sete mandados no Rio de Janeiro. São quatro ordens de prisão preventiva e três de busca e apreensão expedidas pelo STF.
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A Justiça também determinou medidas cautelares contra os investigados. Entre elas estão o afastamento imediato das funções públicas, a suspensão de atividades empresariais de companhias ligadas ao esquema e o bloqueio de valores em contas bancárias e criptoativos.
A Polícia Civil informou que abrirá processos administrativos disciplinares para apurar a conduta dos servidores.






































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