O Ministério da Justiça e Segurança Pública disponibilizou, nesta sexta-feira, 3, a estrutura da Polícia Federal (PF) às Polícias Científicas dos Estados e do Distrito Federal para auxiliar nas perícias relacionadas a metanol.
Segundo nota publicada no site da pasta, a PF tem capacidade técnica para identificar o chamado “DNA do metanol”, capaz de apontar se a substância tem origem vegetal ou de combustíveis fósseis.
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O Ministério da Saúde informou, nesta quinta-feira, 2, que há uma morte por intoxicação confirmada em laboratório e outras sete sob investigação. Há o registro de 59 notificações de possível contaminação depois do consumo de bebidas alcoólicas em São Paulo, Pernambuco e no Distrito Federal. Do total, há a confirmação de 11 casos e a análise de outros 48.
O governo federal criou uma sala de situação para monitorar os casos. A equipe reúne representantes dos ministérios da Saúde, Justiça e Agricultura, além dos conselhos de secretários de Saúde de Estados e municípios. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária e os governos de São Paulo e Pernambuco também participam.
Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil registra em média 20 casos anuais de intoxicação pelo produto. Esses acontecimentos geralmente estão ligados a tentativas de suicídio ou a situações de vulnerabilidade social, como moradores de rua que consomem combustível pelo teor alcoólico.
PF dará apoio logístico para rastrear metanol
O Instituto Nacional de Criminalística da PF será responsável por exames avançados de isótopos estáveis. Esse método permite rastrear a origem do metanol em amostras contaminadas. “Esse tipo de análise, considerada de alta complexidade, é crucial para detectar se o material é derivado de fontes naturais ou adulterado com compostos industriais”, informou o ministério.
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A Polícia Federal também fará o transporte de amostras de bebidas suspeitas para laboratórios de referência. Suas 49 unidades de criminalística funcionarão como pontos de coleta e entrada para o sistema nacional de resposta pericial.
O ministério anunciou ainda suporte técnico aos Estados para exames de detecção e quantificação de metanol, além da distribuição de padrões analíticos da substância às polícias científicas. A estrutura também oferecerá treinamentos a peritos locais em análises químicas de alcoolemia, incluindo a identificação de metabólitos de metanol em amostras biológicas.
“O plano também inclui orientações especializadas para a verificação de embalagens, rótulos e lacres de bebidas suspeitas, além da aplicação de técnicas de epidemiologia forense para georreferenciamento e análise de óbitos ou casos de intoxicação”, diz a nota. “O objetivo é identificar padrões, estabelecer vínculos de causalidade e aprimorar a resposta investigativa em casos que ameaçam a saúde pública.”
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