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PF desarticula grupo suspeito de fraude de R$ 4,6 mi no INSS

Operação no Maranhão e Piauí desarticula bando de advogados e contadores que gerou rombo de R$ 4,6 mi

A ação da PF contra fraudes no INSS ocorreu simultaneamente no Maranhão e no Piauí | Foto: Divulgação/PF
A ação da PF contra fraudes no INSS ocorreu simultaneamente no Maranhão e no Piauí | Foto: Divulgação/PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira, 8, uma operação para desarticular um grupo suspeito de fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A organização criminosa inseria dados falsos nos sistemas de previdência para inventar vínculos de trabalho inexistentes. Segundo a investigação, o esquema gerou um prejuízo de R$ 4,6 milhões aos cofres públicos por meio de pelo menos 50 benefícios irregulares.

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A ação ocorreu simultaneamente no Maranhão e no Piauí. Agentes cumpriram mandados de prisão, busca e apreensão, além do bloqueio de bens e valores dos investigados. O grupo contava com a participação de advogados, contadores e intermediários que captavam pessoas para viabilizar as concessões ilícitas.

Mecanismo da fraude

Os envolvidos utilizavam o sistema de declaração de vínculos para simular recolhimentos previdenciários e tempos de serviço fictícios. Logo que as informações eram processadas, o grupo solicitava o pagamento de aposentadorias e auxílios. A apuração é um desdobramento de um inquérito aberto em 2025 que já monitorava a atuação da rede criminosa.

A Justiça Federal autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos alvos para identificar a lavagem do dinheiro obtido com os golpes. O INSS deve suspender os pagamentos identificados como fraudulentos para evitar o aumento do rombo financeiro.

Crimes e penalidades

Os suspeitos podem responder por estelionato qualificado, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e lavagem de dinheiro. A PF analisa agora os documentos apreendidos para verificar se houve a participação de servidores públicos no esquema.

Agora, a Força-Tarefa Previdenciária mantém as investigações para identificar outros beneficiários que usaram o serviço do grupo. Os presos foram encaminhados para prestar depoimento e permanecem sob custódia da Justiça.

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