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Operação mira Grupo Fit em nova ofensiva contra fraudes fiscais

Ação nacional investiga um esquema que teria burlado R$ 26 bilhões em tributos

Sede da Receita Federal em Brasília: mais controle e cobrança de impostos | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil grupo fit
A Receita atribui parte do resultado ao avanço da arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ofensiva contra fraudes tributárias ganhou força nesta quinta-feira, 27, com equipes mobilizadas em vários Estados para investigar um esquema que teria burlado R$ 26 bilhões em tributos. O foco das autoridades está no Grupo Fit, antigo controlador da refinaria de Manguinhos. Ele é acusado de manter uma estrutura para reduzir ou bloquear o recolhimento regular de impostos em larga escala.

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Os alvos incluem empresas, gestores e intermediários que, segundo apurações da Receita Federal, formaram um circuito de transações para ocultar receitas e movimentar valores por meio de fundos de investimento, holdings e offshores.

As investigações revelam que o grupo movimentou mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano. Também identificaram importações acima de R$ 32 bilhões em combustíveis entre 2020 e 2025. Os investigadores suspeitam que o grupo declarou parte dessas operações de forma irregular para reduzir a carga tributária. Para isso, o Fit é suspeito de usar empresas de fachada e terceiros como intermediários.

Autoridades atuam em 190 endereços do Grupo Fit

A força-tarefa atua no Rio de Janeiro, em São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e no Distrito Federal. Os fiscais buscam novas provas em 190 endereços ligados direta ou indiretamente ao grupo. Relatórios revelam que a empresa figura entre os maiores devedores contumazes do país, com dívidas próximas de R$ 25 bilhões.

A refinaria de Manguinhos foi interditada em setembro pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Brasil por suspeitas relacionadas à importação e à venda de combustíveis. Desde então, Receita Federal, Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, os Comitês Interinstitucional de Recuperação de Ativos estaduais e os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado avançaram sobre o caso com ações integradas.

As autoridades revelam que o grupo adota práticas flexíveis, mudando suas operações sempre que os fiscais de São Paulo identificam alguma irregularidade. Há registros, por exemplo, de manobras para evitar o recolhimento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços e simular transações interestaduais.

Medidas judiciais já bloquearam mais de R$ 10,2 bilhões em bens, como imóveis e veículos, para garantir o crédito tributário. Batizada de Poço de Lobato, a operação mobiliza 621 agentes públicos e alcança também o setor financeiro, considerado essencial para a circulação dos recursos investigados.

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