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Operação da PF no Rio mira família do bicheiro Rogério de Andrade

Entre os investigados, estão também 3 policiais civis e 1 militar, suspeitos de participação em esquema de sonegação fiscal e ocultação de patrimônio

Bicheiro Rogério de Andrade é patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, do Rio de Janeiro (RJ)
Rogério de Andrade é patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, do Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Na manhã desta quarta-feira, 6, a Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação no Rio de Janeiro voltada ao combate de crimes financeiros ligados à família do bicheiro Rogério de Andrade e a policiais civis e militares.

Entre os investigados, estão três agentes civis e um militar. Todos são suspeitos de participação em um esquema de sonegação fiscal e ocultação de patrimônio.

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Batizada de Operação Centelha, a ação tem o objetivo de desmontar uma rede criminosa. Segundo as investigações, ela utilizava postos de combustíveis e pessoas interpostas para lavar dinheiro oriundo de contravenção penal.

Ao todo, foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais em diversos bairros da capital fluminense e também em Mangaratiba (RJ).

Justiça bloqueia bens; PF detalha organização

Polícia Federal (PF) | Foto: Senado Federal
Polícia Federal (PF) Foto: Reprodução/Senado Federal

Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens dos suspeitos. Entre eles, imóveis, veículos de alto padrão, cotas empresariais e ao menos 16 embarcações, registrados tanto em nome dos próprios investigados quanto de terceiros usados como “laranjas”.

Segundo a Polícia Federal, a organização mantinha diversos negócios sob administração oculta. Assim, formava um “grupo econômico operante no ramo de postos de gasolina, lojas de conveniência e empresas de gestão patrimonial, estruturado no formato de organização criminosa”, conforme explicou a corporação.

Leia também: “O Brasil é das bets”, reportagem de Carlo Cauti publicada na Edição 320 da Revista Oeste

A PF destacou ainda que o grupo apresentava divisão clara de tarefas, estabilidade e permanência, com atuação principalmente em crimes tributários e lavagem de capitais. Os suspeitos podem responder por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, sonegação fiscal e organização criminosa, entre outros delitos ainda sob investigação.

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