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O que Gilmar Mendes pensa sobre a soltura de Robinho

Decano da Corte pede a liberação imediata do ex-jogador, acusado de estupro

Gilmar Mendes vota pela soltura de Robinho
O STJ determinou em março que Robinho cumprisse a pena no Brasil | Foto: Foto: Reprodução/Jornal Nacional

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira, 15, pela soltura de Robinho. Com o voto, o placar está 3 a 1 para manter o ex-jogador de futebol na prisão. Ele foi condenado a nove anos de reclusão por estupro e está detido desde março.

Os ministros Luiz Fux, relator do caso, Luis Roberto Barroso, presidente da Corte, e Edson Fachin votaram pela manutenção da prisão. O julgamento de dois habeas corpus começou em setembro, mas foi interrompido por um pedido de vista de Gilmar Mendes, que quis mais tempo para análise. 

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Agora, retomado em plenário virtual, o julgamento segue até 26 de novembro, prazo para os outros ministros registrarem o voto no sistema eletrônico da Corte.

Robinho já teve um pedido negado em 22 de julho; em 29 do mesmo mês, os advogados apresentaram um novo pedido de revisão da decisão | Foto: Reprodução/Jornal Nacional
Robinho já teve um pedido negado em 22 de julho; em 29 do mesmo mês, os advogados apresentaram um novo pedido de revisão da decisão | Foto: Reprodução/Jornal Nacional

Voto não invalida o processo penal, justifica Gilmar Mendes

Gilmar Mendes defendeu em seu voto a suspensão do processo de homologação da sentença italiana no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, consequentemente, a soltura de Robinho. O decano da Corte solicitou que, caso seu voto vença, Robinho seja liberado imediatamente, considerando a ausência de trânsito em julgado.

O ministro destacou também que seu voto não implica nenhum juízo de valor sobre o processo italiano nem discute os fatos que levaram à condenação de Robinho. Segundo Gilmar, a análise se limita à imposição de prisão por meio da transferência de execução de pena.

O decano disse que “a decisão a ser tomada na hipótese em nada se confunde com qualquer juízo de valor acerca da idoneidade da persecução penal levada a efeito em terras italianas”. Conforme Gilmar Mendes, “nem se volta a discutir a ocorrência, ou não, do delito imputado ao paciente, sem tampouco debater a necessidade de punição daqueles que cometem crimes”. 

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A prisão de Robinho

O STJ determinou em 20 de março que Robinho cumprisse no Brasil a pena de nove anos de prisão por estupro, imposta pela Justiça da Itália. O crime ocorreu em 2013, em uma boate em Milão, quando Robinho jogava pelo Milan. 

A decisão brasileira validou a sentença italiana e autorizou Robinho a cumprir a pena em território nacional. Não se tratou de um novo julgamento, mas de uma análise para verificar se a sentença atendia aos requisitos formais para homologação. 

O STF também determinou o cumprimento imediato da pena em regime fechado. Robinho foi preso pela Polícia Federal em Santos no dia seguinte à decisão. O habeas corpus questiona essa atuação policial.

A defesa do ex-jogador pede que ele permaneça em liberdade até o esgotamento de todos os recursos. 

Leia também: “Condenação de Robinho por estupro vira tema de série documental”

6 comentários
  1. FLAVIO AUGUSTO ROSSI
    FLAVIO AUGUSTO ROSSI

    Esse podia ir pra Portugal e ficar pra sempre lá.
    O problema é que certamente os portugueses já tem lixo demais por lá também.

  2. Rubens
    Rubens

    A curiosidade no STF Lulista é saber quem são os defensores do estuprador, se são de algum escritório de uma das famílias Magnânimas.

  3. Christian
    Christian

    A Policia Italiana Prende, mandam deportar e depois soltam ?
    Isto que é incoerência…

  4. ROBERTO MIGUEL
    ROBERTO MIGUEL

    pelo menos o ministro mantem o seu principio, bandido deve ser sempre livrado da pena

  5. OTNIP M. IAVI
    OTNIP M. IAVI

    Talvez o racismo esteja pesando na decisao. Incrivel como as feministas estao bem caladas.

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