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Novo presidente da CBF veta produção de camisa vermelha da Seleção Brasileira

De acordo com o jornal O Globo, Samir Xaud tomou a decisão pouco tempo depois de assumir a liderança da entidade

Samir Xaud_foto_Divulgação FRF
Samir Xaud, novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) | Foto: Divulgação/FRF

Durante uma reunião com patrocinadores depois assumir a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) no final de maio, Samir Xaud tomou conhecimento da produção de uma camisa vermelha para a Seleção Brasileira pela Nike. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo nesta terça-feira, 17.

Segundo a publicação, um diretor da entidade indagou um representante da Nike, que confirmou que o modelo vermelho já estava em desenvolvimento. A iniciativa havia sido aprovada anteriormente por Ednaldo Rodrigues como segundo uniforme para a Copa do Mundo de 2026.

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A decisão contrariava um comunicado da antiga gestão, que determinava a preservação das cores tradicionais: amarelo e azul. Diante disso, Xaud organizou uma reunião emergencial com executivos da Nike, contando com a participação de representantes dos Estados Unidos por videoconferência.

Depois do encontro, a Nike decidiu atender ao pedido e suspendeu a fabricação da camisa vermelha. A empresa, então, passou a trabalhar em um novo modelo azul para a equipe nacional.

CBF havia negado camisa vermelha na Seleção Brasileira

Montagem não-oficial da suposta camisa vermelha da Seleção Brasileira gerou polêmica e reação negativa nas redes | Foto: Reprodução/X

A CBF negou em abril que a próxima camisa secundária da Seleção Brasileira será vermelha. Em nota, a entidade informou que apresentaria os uniformes oficiais para a Copa do Mundo de 2026 em junho do ano que vem. “Até o momento, a CBF não aprovou nenhum uniforme.”

Na época, a repercussão nas redes sociais depois que o site inglês Footy Headlines publicou a suposta mudança de visual. A informação era que a instituição esportiva adotaria uma camisa vermelha como alternativa ao tradicional azul.

A notícia do site europeu provocou debates entre torcedores, já que a Seleção é tradicionalmente associada às cores amarela, azul e verde. Parte do público demonstrou simpatia com a possível novidade, enquanto outros criticaram a quebra da tradição. O narrador Galvão Bueno, por exemplo, fez duras críticas à hipótese. 

A CBF se manifestou ao dizer que já usou uniformes com cores diferentes em ocasiões especiais. Um exemplo recente ocorreu em 2023, quando a equipe entrou em campo vestindo camisetas pretas, em protesto contra o racismo — uma ação em apoio ao atacante Vinicius Jr., vítima frequente de ofensas racistas na Europa.

Mudanças exigem autorização da diretoria

Conforme a CBF, alterações nas cores tradicionais só podem ocorrer com autorização expressa da diretoria, respeitando o estatuto da entidade. A exceção aberta em 2023 foi um modelo simbólico, voltado a uma causa social.

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2 comentários
  1. Paulo Miranda
    Paulo Miranda

    Como disse o Presidente Bolsonaro no discurso da posse em 01/01/19: “a nossa bandeira jamais será vermelha!”

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